Maksym Zhorin, da 3ª Brigada de Assalto, afirma que a probabilidade de uso de armas nucleares pela Rússia contra a Ucrânia é alta, em meio à persistente escalada do conflito.
Kyiv, 12 de maio de 2026 — Em um alerta direto e preocupante, o vice-comandante da 3ª Brigada de Assalto das Forças Armadas da Ucrânia, Maksym Zhorin, declarou que Vladimir Putin mantém ativa a opção de um ataque nuclear contra a Ucrânia. Segundo o militar, o plano “definitivamente está sobre a mesa” do presidente russo.
Zhorin, conhecido por suas análises francas sobre o andamento da guerra, fez a declaração em seu canal no Telegram nesta terça-feira. A afirmação reflete a tensão permanente no conflito, que já dura mais de quatro anos, e chega em um momento de uso russo de mísseis de capacidade nuclear em ataques convencionais, como o sistema Oreshnik.
O que exatamente foi dito
“Existe uma ameaça real de ataque nuclear à Ucrânia: Putin definitivamente tem tal plano sobre a mesa”, resumiu Zhorin.
O oficial não afirmou que o ataque é iminente, mas enfatizou que a Rússia alterou sua doutrina nuclear nos últimos anos, reduzindo o limiar para o emprego de armas atômicas táticas em resposta a ameaças convencionais graves — incluindo o uso de armas ocidentais de longo alcance em território russo.
Contexto e significado da declaração
Maksym Zhorin não é um analista distante: ele atua diretamente na linha de frente e lidera uma das brigadas mais combativas do exército ucraniano. Suas declarações costumam ter duplo objetivo — alertar a própria sociedade ucraniana e pressionar os aliados ocidentais a não reduzirem o apoio militar.
A Rússia já utilizou mísseis de alcance intermediário com capacidade nuclear em ataques contra a Ucrânia, interpretados por analistas como sinalizações deliberadas de escalada. A mudança na doutrina nuclear russa permite, em tese, o uso de armas atômicas mesmo contra países não-nucleares em situações consideradas existenciais pelo Kremlin.
Avaliação de especialistas
Embora declarações como a de Zhorin gerem preocupação legítima, a maioria das agências de inteligência ocidentais (EUA, Reino Unido e OTAN) ainda avalia que o uso efetivo de armas nucleares pela Rússia permanece de baixa probabilidade.
Os motivos incluem:
- Risco de retaliação devastadora e isolamento internacional total
- Possível perda de controle sobre a escalada
- Dúvidas sobre a coesão interna das Forças Armadas russas diante de uma decisão tão extrema
No entanto, a retórica e os preparativos nucleares russos são vistos como uma forma eficaz de chantagem estratégica para limitar o apoio militar ao governo de Volodymyr Zelenskyy.
O quadro atual do conflito
O alerta de Zhorin surge enquanto o front permanece volátil, com combates intensos no leste do país e ataques russos frequentes contra infraestrutura energética e cidades ucranianas.
Ao mesmo tempo, há movimentações diplomáticas para possíveis negociações de cessar-fogo, o que torna momentos como este especialmente sensíveis.
Para Kyiv, declarações públicas de comandantes servem também para manter a atenção internacional sobre o risco nuclear e justificar a necessidade de mais sistemas de defesa antiaérea e armas de longo alcance.
Conclusão
A situação continua em desenvolvimento. Analistas reforçam que, embora a probabilidade de uso nuclear seja baixa, ela não é zero — e qualquer erro de cálculo de qualquer lado poderia mudar irreversivelmente o curso não apenas da guerra na Ucrânia, mas da segurança global.
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