Em um pronunciamento explosivo nas redes sociais nesta terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu-se diretamente aos manifestantes iranianos em meio à maior onda de contestação popular contra o regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979.
A mensagem, publicada no Truth Social, elevou ainda mais a tensão internacional e sinalizou uma possível escalada na postura americana:
“A todos os patriotas iranianos: continuem a protestar, tomem conta das vossas instituições, se possível, e guardem o nome dos assassinos e dos abusadores que estão a abusar de vocês. Eu digo para guardarem os nomes deles porque eles vão pagar um preço muito alto. HELP IS ON THE WAY.”
Cancelamento de reuniões e promessa de “ajuda”
Trump anunciou o cancelamento de todas as reuniões previstas com autoridades iranianas até que cesse o que chamou de “matança sem sentido” dos manifestantes. O presidente reforçou que “ajuda está a caminho”, sem detalhar o formato dessa assistência — o que gerou especulações sobre novas sanções econômicas, tarifas de até 25% sobre países que negociem com Teerã ou até mesmo opções militares.
Intensidade dos protestos
Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025, motivados pelo colapso econômico, inflação galopante e desvalorização do rial. Rapidamente evoluíram para um movimento de massa contra os aiatolás, espalhando-se por quase todas as províncias iranianas.
Relatos apontam para confrontos violentos, incêndios em veículos oficiais e uso de munição real pelas forças de segurança. Organizações como a Iran Human Rights estimam centenas de mortos — alguns números chegam a milhares — além de milhares de prisões. O regime impôs um apagão total de internet, que já dura mais de 108 horas, isolando o país e dificultando a divulgação de informações.
Reação iraniana
Autoridades iranianas acusam Washington e Israel de orquestrarem os distúrbios e afirmam que o país está “preparado para a guerra”. O chefe de segurança nacional chegou a chamar Trump de “um dos principais assassinos do povo iraniano”.
Impacto internacional
A crise colocou o Oriente Médio em alerta máximo. Os preços do petróleo subiram mais de 2% após as declarações de Trump, e aliados europeus convocaram embaixadores iranianos para cobrar explicações sobre a violência.
Com a escalada, uma transição pacífica parece cada vez mais distante, enquanto o risco de confronto armado cresce a cada hora. O mundo observa com apreensão os próximos passos de Teerã e Washington.
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