Irã divulga vídeo de IA simulando ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln

TimeCras
Roberto Farias
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Teerã – A mídia iraniana, por meio de canais ligados à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), divulgou um vídeo gerado por inteligência artificial que simula um ataque devastador ao porta-aviões americano USS Abraham Lincoln (CVN-72). A produção mostra o afundamento da embarcação e a suposta captura de marinheiros dos Estados Unidos.

O material, com cerca de dois minutos e meio de duração, foi lançado em meio ao aumento das tensões no Golfo Pérsico e no Mar da Arábia. Analistas classificam a iniciativa como uma ferramenta clássica de guerra psicológica, destinada a reforçar a narrativa de superioridade militar iraniana.

Produção e narrativa

O vídeo apresenta uma sequência cinematográfica dramatizada, incluindo drones kamikaze, mísseis hipersônicos Fattah — promovidos pelo Irã como “invencíveis” —, barcos rápidos da IRGC e possíveis submarinos. As imagens mostram explosões destruindo navios de escolta, caças sendo arremessados ao mar e o porta-aviões sofrendo múltiplos impactos até afundar em chamas.

A narração enfatiza frases como “preparamos para eles nossa total prontidão” e alerta que esconder-se seria inútil, sugerindo que as forças iranianas conhecem a localização exata do alvo. O vídeo circula desde o final de janeiro em plataformas como X (antigo Twitter), Instagram e YouTube.

Contexto regional

O lançamento coincide com a presença do Abraham Lincoln Carrier Strike Group no Mar da Arábia, cerca de 800 km da costa iraniana. O deslocamento foi ordenado pela administração Trump no fim de janeiro de 2026, em meio a negociações nucleares frágeis e protestos internos no Irã.

Incidentes recentes reforçaram o clima de confronto: em 3 de fevereiro, um drone iraniano Shahed-139 foi abatido por um caça F-35C após se aproximar “agressivamente” do porta-aviões. Horas depois, barcos da IRGC tentaram abordar um petroleiro de bandeira americana no Estreito de Ormuz, sendo repelidos por escoltas navais dos EUA.

Propaganda ou ameaça real?

Especialistas militares ocidentais avaliam o vídeo como propaganda, semelhante a outras produções da IRGC que exageram capacidades militares. Segundo analistas, afundar um porta-aviões exigiria uma saturação massiva de ataques coordenados, considerada improvável sem uma escalada total do conflito.

O objetivo principal seria interno — elevar o moral da população e das forças armadas iranianas — e externo, ao tentar intimidar Washington e projetar poder. Enquanto o Ocidente vê “teatro cinematográfico” ou “CGI barato”, o vídeo viralizou em redes pró-Irã, ampliando a mensagem de confronto inevitável.


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