Delegada recém-empossada é presa em operação contra o PCC em São Paulo

TimeCras
Roberto Farias
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São Paulo, 16 de janeiro de 2026 – Em um dos casos mais chocantes do início do ano, a delegada Layla Lima Ayub, que tomou posse na Polícia Civil de São Paulo há menos de um mês (em 19 de dezembro de 2025), foi presa na manhã desta sexta-feira durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.


Layla Lima Ayub é acusada de manter vínculos pessoais e profissionais com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do país. Segundo as investigações, mesmo após assumir o cargo de autoridade policial, ela continuou atuando de forma irregular como advogada em audiências de custódia, defendendo presos ligados à organização criminosa.


Quem é Layla Lima Ayub?

Formada em Direito pela Faculdade do Espírito Santo em 2016, a delegada acumula pós-graduações em áreas como Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional, Ciência Forense e Perícia Criminal. Antes de ingressar na Polícia Civil paulista, ela teve trajetória variada: foi aprovada em concursos como Policial Militar do Espírito Santo (PMES – 2014), Delegada da Polícia Civil do ES (2019) e outros cargos no sistema de justiça.


Ex-policial militar capixaba, Layla atuou como advogada criminalista antes da posse em SP. As investigações apontam que ela mantinha relação amorosa com Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como integrante do PCC no Norte do país (especificamente em Roraima), onde seria chefe de tráfico de armas e drogas. O namorado inclusive teria comparecido à solenidade de posse dela na Academia de Polícia.


Detalhes da Operação Serpens

A prisão temporária ocorreu em São Paulo, com cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. O MPSP destaca que a conduta representa grave conflito de interesses e potencial infiltração criminosa em cargo de alto escalão da segurança pública. A delegada foi levada para a sede da Corregedoria da Polícia Civil para interrogatório.


O caso gerou imediata repercussão nas redes e na imprensa, com veículos como Estadão, Metrópoles, G1, CNN Brasil e Agência Brasil destacando o risco de infiltração do crime organizado em instituições policiais. Alguns analistas chegam a afirmar que o episódio evidencia uma estratégia mais ampla de facções para influenciar ou infiltrar carreiras jurídicas e policiais.


A defesa de Layla Lima Ayub ainda não se manifestou publicamente. O Estadão informou que busca contato com os advogados da suspeita.


Esse escândalo levanta sérias questões sobre o processo de seleção, investigação de vida pregressa e fiscalização de novos delegados em um momento em que o combate ao crime organizado é prioridade nacional.



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