Na tarde e noite desta terça-feira (10 de março de 2026), a comunidade Vila Sapê, em Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro, registrou intenso confronto armado entre grupos de milicianos e traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV).
Relatos de moradores e perfis especializados em monitoramento de segurança apontam para o emprego de drones adaptados para lançamento de granadas, uma tática cada vez mais recorrente em disputas territoriais no estado.
Vídeos e relatos circulando em redes sociais mostram moradores avistando um drone carregando explosivo direcionado à localidade. Segundo informações de páginas locais de notícias policiais, milicianos — possivelmente associados ao grupo conhecido como “Betinho” — estariam contando com apoio temporário de elementos do Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar recuperar o controle da área.
A comunidade, historicamente disputada, teria passado recentemente para domínio do CV, com relatos de início de comercialização de drogas no local.
O uso de drones como “artilharia improvisada” não é novidade no Rio de Janeiro. Facções como CV e TCP já empregaram a técnica em diversas ocasiões, incluindo confrontos em comunidades da Penha, Alemão e outras regiões.
No caso da Vila Sapê, o artefato seria lançado em direção a posições adversárias durante troca de tiros que ecoaram pela região, gerando pânico entre os moradores.
Ações policiais
A Polícia Militar, por meio do 18º BPM (Jacarepaguá), tem realizado ações na área nos últimos dias.
Em operação recente (iniciada por volta do dia 5 ou 6 de março), houve confronto que resultou na morte de dois milicianos e na prisão de dez criminosos — três milicianos e sete ligados ao CV —, além da apreensão de fuzis, pistolas e granadas.
Apesar disso, a tensão persiste, com relatos de tentativas de retomada territorial e divisão interna entre grupos milicianos de Jacarepaguá.
Impacto na comunidade
A situação expõe mais um capítulo da complexa dinâmica de poder armado na Zona Oeste carioca, onde milícias e facções do tráfico disputam territórios para controle de extorsões, tráfico de drogas e outros crimes.
Moradores da região relatam clima de medo, com recomendação para evitar deslocamentos desnecessários enquanto o confronto não for contido.
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