Vila Sapê: Milicianos Aliados ao TCP Tentam Retomar Território do CV em Meio a Tiroteio Intenso

TimeCras
Roberto Farias
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Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro – 10 de março de 2026
A comunidade da Vila Sapê viveu mais uma noite de terror, marcada por intensos confrontos armados entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV).

Relatos de moradores e monitoramento local apontam que grupos milicianos, possivelmente com apoio pontual de elementos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), tentaram reconquistar o controle da comunidade, que recentemente teria passado para domínio do CV.

Confronto e destruição

O tiroteio se prolongou por horas e se estendeu para áreas de mata próximas, deixando um rastro visível de destruição: residências danificadas, ruas interditadas pelo medo e pânico generalizado entre os moradores.



Vídeos que circulam em redes sociais mostram disparos contínuos, com relatos de traficantes se refugiando na vegetação enquanto milicianos avançavam pelas vias principais. Um dos elementos mais alarmantes registrados foi o uso de drone carregando supostamente explosivos ou granadas, prática que tem se tornado recorrente em disputas territoriais no estado.

Resposta policial

A Polícia Militar, por meio do 18º BPM (Jacarepaguá), respondeu à escalada com o envio de veículos blindados (caveirões) para os acessos da comunidade. Equipes policiais enfrentaram resistência armada, resultando em intervenções que incluíram estabilização de pontos críticos e presença ostensiva na região.

A ação da PM ocorre em um contexto de operações recentes na mesma área, onde confrontos entre as mesmas facções já resultaram em prisões e apreensões de armamento pesado, incluindo fuzis, pistolas e granadas.

Impacto nos moradores

Moradores descrevem cenas de desespero: famílias trancadas em casa, crianças assustadas e o som constante de tiros ecoando pela noite.
“É uma guerra que não escolhe lado e atinge todo mundo que só quer trabalhar e viver em paz”, relatou uma residente em redes comunitárias.

A disputa reflete um padrão recorrente na Zona Oeste, onde milícias historicamente dominantes enfrentam a expansão do tráfico organizado, gerando ciclos de violência que afetam diretamente a população civil.

Embora a intensidade tenha diminuído agora, a situação permanece instável. Especialistas em segurança pública destacam que intervenções reativas, como as realizadas pela PM, são essenciais para conter o imediato, mas insuficientes sem políticas de longo prazo que ataquem causas estruturais: falta de presença estatal, desemprego e controle paralelo de serviços básicos.

Autoridades orientam que a população evite a região, especialmente os acessos pela Estrada dos Bandeirantes e vias adjacentes. O monitoramento segue reforçado para impedir novas escaladas.


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