No Irã, pedir liberdade pode custar a vida. O caso de Erfan Soltani, jovem de 26 anos, morador de Fardis (próximo a Karaj e Teerã), expõe a brutalidade do regime iraniano diante da atual onda de protestos que começou no fim de 2025.
Soltani foi preso em casa no dia 8 de janeiro de 2026 por participar das manifestações contra a inflação descontrolada, a desvalorização do rial e a crise social que atinge milhões de iranianos. O movimento rapidamente se transformou em um clamor nacional por mudanças, com palavras de ordem como “Morte ao ditador” e “Mulher, Vida, Liberdade”.
Condenação sem defesa
Sem advogado, sem julgamento justo e sem direito de recurso, Erfan foi acusado de “moharebeh” (inimizade contra Deus), crime capital no Irã. A família recebeu a notícia da sentença definitiva entre os dias 11 e 12 de janeiro: a execução está marcada para 14 de janeiro de 2026. Eles terão apenas 10 minutos para uma despedida final, sob vigilância do próprio regime.
Repressão em massa
Um jovem comum
Erfan não era militante político de carreira. Era apenas um jovem da nova geração iraniana, cansado de viver sem perspectivas, que ousou ir às ruas pedir mudança. Seu único “crime”: gritar por liberdade.
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