Na tarde de 10 de janeiro de 2026, moradores de São José dos Pinhais (PR) foram surpreendidos por um tornado que atingiu principalmente o bairro Guatupê, deixando mais de 200 casas danificadas, árvores derrubadas e carros destruídos. O fenômeno foi confirmado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), que segue analisando a intensidade do tornado pela escala Fujita.
Por que ocorreu o tornado?
Segundo meteorologistas, o evento foi resultado da combinação de fatores atmosféricos típicos de verão no Sul do Brasil:
- Calor intenso e alta umidade: A região estava sob forte instabilidade, com temperaturas elevadas e grande concentração de umidade no ar.
- Formação de nuvens de tempestade (cumulonimbus): Essas nuvens podem gerar ventos fortes, granizo e, em casos mais extremos, tornados.
- Condições de cisalhamento do vento: Diferenças na direção e velocidade dos ventos em diferentes altitudes criaram o ambiente propício para a formação do funil característico.
- Alerta meteorológico: O Paraná estava sob alerta laranja para tempestades, com rajadas de vento que chegaram a 70 km/h em Curitiba, o que reforça a gravidade da instabilidade atmosférica.
Impactos registrados
- Mais de 200 residências sofreram destelhamentos ou danos estruturais.
- Árvores de grande porte foram derrubadas.
- Carros e estabelecimentos comerciais tiveram prejuízos.
- Apesar da destruição, não houve vítimas fatais confirmadas até o momento.
Importância do monitoramento
O episódio reforça a necessidade de:
- Atenção aos alertas meteorológicos emitidos por órgãos oficiais.
- Planos de emergência comunitários, especialmente em regiões suscetíveis a eventos extremos.
- Educação climática, para que a população saiba como agir diante de fenômenos raros, mas cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas globais.
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