Em meio ao impasse nas negociações, Donald Trump sinaliza frustração crescente com o líder russo e adota medidas mais duras contra Moscou.
Um ponto de inflexão na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra Vladimir Putin ao classificá-lo como o principal entrave para a paz na Ucrânia. A declaração reflete uma mudança significativa na postura da Casa Branca, que vinha alternando momentos de aproximação e críticas moderadas ao Kremlin. Agora, segundo fontes próximas ao governo, Trump estaria “cansado dos jogos” do líder russo, acusando-o de prolongar indefinidamente o conflito com avanços aparentes seguidos de recuos estratégicos.
Sinais de endurecimento
Nos últimos dias, Washington adotou medidas concretas que reforçam a percepção de um giro mais firme na política externa americana:
- Sanções ampliadas: Trump apoiou um projeto de lei no Congresso que prevê punições mais severas a países que continuam comprando energia russa, com possíveis impactos sobre parceiros estratégicos como China, Índia e Brasil.
- Ação militar simbólica: Forças especiais dos EUA apreenderam um petroleiro com bandeira russa, gesto interpretado como aviso direto ao Kremlin de que a paciência americana está se esgotando.
Essas iniciativas marcam uma ruptura com a fase de incentivos diplomáticos e indicam que Washington está disposta a aumentar a pressão econômica e militar indireta sobre Moscou.
Repercussão internacional
Analistas europeus destacam que a nova postura americana aproxima-se da visão tradicional dos aliados da OTAN, que enxergam Putin como alguém interessado em ganhar tempo, sem intenção real de firmar um acordo equilibrado. A mudança pode fortalecer a posição de Kiev, que demonstra maior disposição para concessões em alguns pontos, mas também aumenta a tensão com Moscou, que mantém exigências maximalistas.
O que esperar
Apesar da irritação pública, Trump mantém certo grau de ambiguidade. Em entrevistas recentes, afirmou acreditar que Putin “quer fazer um acordo”, mas reconheceu que o processo é lento e sem prazo definido. O cenário para 2026 é de alta volatilidade: enquanto cresce a pressão internacional por resultados, a diplomacia americana será testada em sua capacidade de transformar palavras duras em avanços concretos.
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