Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia após dois meses foragido da Justiça

TimeCras
Roberto Farias
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Ex-atleta, condenado pela morte de Eliza Samúdio, foi detido pela PM na Região dos Lagos por descumprir regras da liberdade condicional.


São Pedro da Aldeia (RJ) – O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, conhecido como Goleiro Bruno, foi preso na noite de quinta-feira (7 de maio de 2026) em uma casa no bairro Poço Fundo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Agentes da inteligência do 25º Batalhão de Polícia Militar (Cabo Frio) cumpriram mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais.

Segundo a PM, Bruno não ofereceu resistência e colaborou durante a abordagem. Após a detenção, foi conduzido à 127ª Delegacia de Polícia, em Búzios, e deve ser encaminhado ao sistema prisional para retomar o cumprimento da pena.



Prisão após dois meses foragido

Em março de 2026, a Justiça revogou o livramento condicional do ex-jogador após constatar que ele viajou para o Acre sem autorização judicial. Poucos dias depois de receber o benefício, Bruno assinou contrato e atuou pelo Vasco da Gama-AC na Copa do Brasil, violando explicitamente as condições impostas pela Vara de Execuções Penais.

O caso Eliza Samúdio

Bruno foi condenado, em 2013, a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de:

  • homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima),
  • sequestro,
  • cárcere privado,
  • ocultação de cadáver.

Os fatos remontam a junho de 2010, quando a modelo e ex-namorada Eliza Samúdio desapareceu. Seu corpo nunca foi encontrado.

Ao longo dos anos, Bruno progrediu gradualmente no regime penitenciário: do fechado para o semiaberto e, mais recentemente, para a liberdade condicional. A revogação do benefício o devolve ao regime semiaberto.

Repercussão e desdobramentos

O caso reacende o debate sobre progressão de regime e ressocialização de condenados por crimes graves. Para a família de Eliza Samúdio e setores da opinião pública, a conduta de Bruno reforça a percepção de que ele não cumpriu adequadamente as obrigações impostas pela Justiça.

A Polícia Militar e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmaram a operação, realizada de forma discreta com apoio de informações de inteligência.


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