EUA desativam dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã em operação de bloqueio naval

TimeCras
Roberto Farias
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Força Aérea americana atinge chaminés de navios Sea Star III e Sevda após tentativa de violação do bloqueio; ação reforça tensão no Estreito de Ormuz em meio a cessar-fogo frágil.


Data: 8 de maio de 2026

WASHINGTON — O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou nesta sexta-feira (8) que realizou ataques precisos contra dois petroleiros de bandeira iraniana que tentavam entrar em um porto do Irã, violando o bloqueio naval imposto por Washington.



Os navios M/T Sea Star III e M/T Sevda, vazios no momento da abordagem, foram imobilizados por disparos de um caça F/A-18 Super Hornet lançado do porta-aviões USS George H.W. Bush.

De acordo com o comunicado oficial do CENTCOM, os ataques tiveram como alvo as chaminés (smokestacks) das embarcações, uma estratégia destinada a desabilitar a propulsão sem afundar os navios ou provocar vazamentos significativos de combustível. A operação ocorreu no Golfo de Omã, após múltiplos avisos ignorados pela tripulação. Imagens divulgadas pelo comando mostram os momentos dos disparos de precisão.

Da escalada e cessar-fogo frágil

Essa é a mais recente ação no âmbito do bloqueio naval americano aos portos iranianos, iniciado em meados de abril. Desde então, mais de 50 navios foram redirecionados, e outros, como o M/T Hasna (atingido dias antes no leme), também foram neutralizados.

O objetivo declarado é aumentar a pressão econômica sobre o Irã, limitando o fluxo de petróleo e suprimentos para seus portos, sem bloquear completamente o tráfego internacional pelo Estreito de Ormuz.

A ação ocorre em um momento delicado das relações entre Washington e Teerã. Nas últimas semanas, os dois lados trocaram acusações de ataques a navios e instalações. O Irã denunciou violações ao cessar-fogo frágil negociado recentemente, enquanto os EUA classificam as operações como “medidas de autodefesa” e enforcement de sanções marítimas.

Fontes militares americanas afirmam que o bloqueio já custou bilhões em receitas petroleiras ao Irã. Do lado iraniano, autoridades acusam os EUA de pirataria marítima e ameaçam retaliar contra interesses americanos na região.

Reações e implicações

Até o momento, não há relatos de feridos ou mortes nas tripulações dos petroleiros atingidos. O Irã ainda não se manifestou oficialmente sobre o incidente desta sexta-feira.

Na comunidade internacional, a União Europeia e a China — grandes importadoras de petróleo iraniano — acompanham com preocupação o endurecimento das medidas navais.

Analistas consultados por veículos internacionais veem a tática de “ataques cirúrgicos” como uma forma de Washington sinalizar força sem provocar uma guerra aberta, mas reconhecem o alto risco de cálculo equivocado em uma região historicamente volátil.


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