Trump anuncia cessar-fogo de três dias na guerra entre Rússia e Ucrânia

TimeCras
Roberto Farias
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O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (8 de maio de 2026) um acordo para um cessar-fogo temporário de três dias entre Rússia e Ucrânia, com o objetivo de marcar o Dia da Vitória na Rússia. O anúncio inclui troca de prisioneiros e é visto como possível passo inicial para negociações de paz.


Washington, 8 de maio de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, por meio de suas redes sociais, a concretização de um cessar-fogo temporário de três dias na guerra entre Rússia e Ucrânia. A pausa nos combates deve ocorrer entre 9 e 11 de maio, coincidindo com as comemorações do Dia da Vitória na Rússia, que marca o aniversário da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

No comunicado, Trump afirmou ter mediado diretamente o acordo com os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelenskyy. “Estou satisfeito em anunciar que haverá um cessar-fogo de TRÊS DIAS (9, 10 e 11 de maio) na guerra entre Rússia e Ucrânia”, escreveu. Segundo o presidente americano, a trégua inclui a suspensão total de atividades militares e uma troca significativa de prisioneiros: cerca de 1.000 de cada lado.

Trump descreveu a medida como “o possível início do fim de uma guerra longa, mortal e duramente disputada” e destacou que as conversas para uma solução permanente continuam em andamento.

Contexto diplomático e militar

A iniciativa surge após telefonema entre Trump e Putin no final de abril, quando a possibilidade de uma pausa temporária já havia sido discutida. A Rússia havia declarado anteriormente um cessar-fogo unilateral para os dias 8 e 9 de maio, ligado ao desfile militar na Praça Vermelha. A Ucrânia, por sua vez, propôs uma trégua de duração indefinida a partir do início da semana, mas acusações mútuas de violações marcaram os últimos dias.

O anúncio de Trump amplia o período de trégua e formaliza o envolvimento direto dos três líderes. Zelenskyy confirmou a existência do acordo mediado pelos EUA, que também prevê a troca de prisioneiros.

Especialistas avaliam que, embora tréguas curtas como esta tenham ocorrido em anos anteriores, a participação ativa dos Estados Unidos e a inclusão da troca de prisioneiros dão ao movimento um peso diplomático maior. No entanto, analistas ressaltam que o conflito, que já dura mais de quatro anos, enfrenta impasses profundos, especialmente quanto ao futuro das regiões ocupadas no leste ucraniano.

Reações e próximos passos

Até o momento, não há relatos independentes de interrupção imediata dos combates, e ambos os lados continuam se acusando de violações em tréguas anteriores. O porta-voz do Kremlin e autoridades ucranianas ainda não emitiram comunicados detalhados sobre o cumprimento do novo acordo.

A Casa Branca e negociadores americanos seguem engajados em conversas paralelas, com o enviado ucraniano Rustem Umerov participando de reuniões nos EUA. O foco principal permanece na busca por um cessar-fogo duradouro, com desafios que incluem garantias de segurança para Kiev e questões territoriais.

Esta é a mais recente iniciativa da administração Trump para mediar o conflito, que se tornou uma das prioridades de política externa do segundo mandato. O sucesso ou fracasso desta trégua de três dias pode indicar o potencial real de avanços nas negociações mais amplas.


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