Jovem morre após ser lançada sem corda de segurança durante salto de rope jump em Limeira (SP)

TimeCras
Roberto Farias
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Foto - Redes Sociais

LIMEIRA (SP) – Uma atividade de esporte radical terminou em tragédia na manhã deste sábado (13). A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma plataforma de rope jump sem estar conectada à corda de segurança durante um salto realizado na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.



Segundo informações preliminares das autoridades, a vítima participava da atividade acompanhada por uma equipe especializada quando ocorreu uma falha grave no procedimento de segurança. Maria Eduarda foi arremessada da estrutura e caiu de aproximadamente 40 metros.

O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o salto. As imagens mostram o momento em que a jovem é preparada e lançada da plataforma. Poucos segundos depois, participantes e integrantes da equipe percebem que ela não estava conectada ao sistema de segurança, gerando desespero entre os presentes.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar foram acionadas imediatamente. Apesar do rápido atendimento, a jovem não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local.

Quem era Maria Eduarda

Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas era formada em Educação Física e Gestão Esportiva. Nas redes sociais, compartilhava registros de viagens, atividades ao ar livre e práticas esportivas.

Horas antes do acidente, ela publicou imagens mostrando sua chegada ao local da atividade. Uma das mensagens compartilhadas pela jovem acabou ganhando repercussão após a tragédia. Em tom descontraído, ela escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

Investigação apura falha no procedimento

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias do acidente e apurar possíveis responsabilidades. A principal linha de investigação busca esclarecer como a vítima foi liberada para o salto sem estar presa ao equipamento de segurança.

Seis pessoas ligadas à operação da atividade foram conduzidas para prestar esclarecimentos. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, alguns dos envolvidos deixaram o local após o acidente, mas foram posteriormente localizados pela Polícia Militar.

Até o momento, os nomes dos instrutores não foram oficialmente divulgados. Registros feitos no local mostram que integrantes da operação utilizavam uniformes das empresas Entre Cordas e Ih Voei, que passaram a ser citadas nas investigações.

O que é o rope jump

O rope jump é uma modalidade de esporte radical semelhante ao bungee jump, mas utiliza sistemas específicos de cordas e ancoragens para controlar a queda e o deslocamento do participante após o salto.

Por envolver grandes alturas, a atividade exige protocolos rigorosos de segurança, incluindo conferência dos equipamentos, inspeção das ancoragens e verificação da conexão do participante antes da liberação do salto.

Especialistas destacam que a checagem dos equipamentos é considerada uma das etapas mais importantes para evitar acidentes graves.

Caso gera comoção

A morte de Maria Eduarda provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados em atividades de aventura realizadas no país.

Familiares, amigos e internautas prestaram homenagens à jovem e cobraram esclarecimentos sobre as circunstâncias que resultaram na tragédia.

As investigações seguem em andamento e deverão determinar se houve negligência, imprudência ou falhas operacionais por parte dos responsáveis pela atividade.


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