Robert S. Mueller III, que dirigiu o FBI por 12 anos e atuou como conselheiro especial na investigação sobre supostos vínculos entre a campanha presidencial de Donald Trump em 2016 e a Rússia, faleceu na noite de sexta-feira (20 de março de 2026), aos 81 anos.
A família confirmou a morte em comunicado divulgado no sábado, expressando “profunda tristeza” e pedindo respeito à privacidade. A causa não foi divulgada oficialmente, mas Mueller enfrentava Parkinson desde 2021.
Trajetória e carreira
- Nascido em Nova York e criado na Filadélfia.
- Serviu como oficial dos Fuzileiros Navais na Guerra do Vietnã, recebendo a Estrela de Bronze, o Coração Púrpura e duas Medalhas de Commendação da Marinha.
- Formado em Princeton, com mestrado em relações internacionais pela NYU e direito pela Universidade da Virgínia.
- Atuou como promotor federal em casos de alto perfil contra Manuel Noriega e John Gotti.
Diretor do FBI
- Nomeado por George W. Bush em 2001, uma semana antes dos atentados de 11 de Setembro.
- Permaneceu no cargo até 2013, sendo o segundo mandato mais longo da história da agência.
- Liderou a transformação do FBI, deslocando cerca de 2 mil agentes para o combate ao terrorismo.
- Enfrentou críticas por falhas tecnológicas e vigilância, mas obteve sucessos como a desarticulação de complôs terroristas e a investigação contra Bernie Madoff.
Investigação sobre Trump
Em 2017, Mueller foi nomeado conselheiro especial para investigar a interferência russa nas eleições de 2016.
- O relatório de 448 páginas concluiu que a Rússia interferiu para favorecer Trump e que sua campanha “acolheu” essa ajuda.
- Não encontrou provas suficientes para acusação criminal de conspiração.
- Sobre obstrução de justiça, afirmou: “Se tivéssemos confiança de que o presidente claramente não cometeu obstrução de justiça, nós o diríamos. Não podemos chegar a esse julgamento.”
- A investigação resultou em indiciamentos de seis associados próximos de Trump.
Reação de Donald Trump
A morte reacendeu divisões políticas. Em postagem na Truth Social, Trump declarou:
“Robert Mueller acabou de morrer. Bom, estou feliz que ele esteja morto. Ele não pode mais machucar pessoas inocentes!”
A fala foi condenada por opositores como “desumana” e “de mau gosto”, enquanto apoiadores reforçaram a narrativa de “caça às bruxas”.
Legado
- George W. Bush: “dedicou a vida ao serviço público”.
- Barack Obama: “um dos melhores diretores na história do FBI”.
- Associação de Agentes do FBI: destacou seu “compromisso inabalável com a missão da agência”.
Mueller deixa um legado dividido: para uns, símbolo de integridade institucional; para outros, protagonista de um inquérito que polarizou os EUA por anos.
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