Lula Eleva Tom Contra Unilateralismo e Defende Soberania de Venezuela, Cuba e Irã

TimeCras
Roberto Farias
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Brasília, 21 de março de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou críticas à política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump, acusando violações ao direito internacional e reafirmando o princípio da não intervenção. Ao citar Venezuela, Cuba e Irã, Lula reforçou a posição brasileira em favor do multilateralismo e da autodeterminação dos povos em meio a um cenário de instabilidade crescente.

FAO e o bloqueio a Cuba

Na abertura da 39ª Conferência Regional da FAO, realizada no Itamaraty, Lula destacou que a crise alimentar em Cuba não resulta de incapacidade produtiva, mas de restrições impostas por bloqueios externos.

“Cuba não está passando fome porque não sabe produzir ou gerar energia. Está passando fome porque não permitem que tenha acesso ao que é direito de todos”, afirmou, criticando a lógica de condicionar ajuda humanitária a ideologias políticas.

Venezuela e a integridade territorial

Sobre a Venezuela, Lula condenou os bombardeios e a captura de Nicolás Maduro em janeiro de 2026, classificando o episódio como um ataque à ordem internacional. Em artigo publicado no The New York Times, descreveu a ação como “mais um capítulo da erosão do direito internacional”.

“O hemisfério pertence a todos nós. O futuro da Venezuela deve ser decidido pelo seu povo”, declarou, alertando para os riscos de instabilidade e aumento de fluxos migratórios.

Irã e a autodeterminação

Em relação ao Irã, Lula manteve posição crítica ao regime, mas defendeu o respeito à soberania nacional:

“Nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã. Eu mesmo não concordo. Mas precisamos respeitar a autodeterminação dos povos”, disse, criticando a ideia de que uma potência possa se colocar como “dona do mundo”.

Pressão sobre organismos regionais

As declarações ocorreram em meio a ações americanas que incluem intervenção militar na Venezuela, bloqueio de petróleo a Cuba e operações no Irã. Lula cobrou maior engajamento da Celac, lamentando sua passividade diante de “gestos anacrônicos” baseados na força.

Apesar das divergências, o governo brasileiro mantém diálogo com Washington, com encontro bilateral entre Lula e Trump previsto para as próximas semanas, abordando tarifas e a situação de Venezuela e Cuba.


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