Brasília, 22 de março de 2026 – O grupo hacktivista Handala (também referido como Hanzalah ou Handala Hack) anunciou e efetivou, neste domingo (22), a publicação de mapas e coordenadas precisas da infraestrutura crítica de água e eletricidade em Israel, além de regiões adjacentes. A ação ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, iniciado em fevereiro de 2026.
Declarações do Grupo
De acordo com declarações divulgadas pelo grupo em canais como Telegram e postagens no X (antigo Twitter), o Handala afirmou ter registrado todas as informações no "banco de alvos iraniano".
"Todos os mapas da infraestrutura de eletricidade e água do regime e da região foram registrados em nosso banco de dados de alvos... Aguardamos seu movimento insensato.""Publicaremos todos os mapas da infraestrutura de eletricidade e água de Israel nas próximas horas."
Postagens recentes, incluindo de contas como @QudsNen, @Tasnimnews_EN, @Nexo_Latino e @DailyDarkWeb, confirmam a liberação dos materiais. As imagens divulgadas mostram capturas que aparentam ser de ferramentas de mapeamento geográfico (possivelmente ArcGIS ou similares), com destaque para:
- Usinas de geração de energia, como a Eshkol Power Station (capacidade de 1.693 MW), Alon Tavor Power Plant (583 MW), Orot Rabin e Ruttenberg
- Linhas de transmissão de alta tensão (incluindo 161 kV e 400 kV)
- Instalações solares relevantes, como Shams Ma’an e Schneur-Tse’elim
- Redes de distribuição elétrica e elementos da infraestrutura hídrica, incluindo estações de dessalinização (essenciais para o abastecimento de água em Israel, que depende fortemente dessa tecnologia devido à escassez hídrica regional)
Histórico e Ações Recentes
O Handala é amplamente considerado por empresas de cibersegurança (como Check Point Research, Recorded Future, Palo Alto Networks Unit 42 e CrowdStrike) como uma persona hacktivista ligada ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã (MOIS), sob o codinome Void Manticore. O grupo opera desde pelo menos 2023, com foco em alvos israelenses e ocidentais, utilizando técnicas de hack-and-leak (invasão, extração e vazamento público de dados) para fins de retaliação e pressão psicológica.
Ações recentes do Handala incluem:
- Ataque destrutivo com malware wiper contra a empresa americana Stryker (março de 2026), paralisando operações globais
- Vazamentos de dados de saúde israelense (Clalit), empresas de energia (Delek), sistemas SCADA industriais e até informações pessoais de oficiais navais e políticos israelenses
- Comprometimento de infraestruturas hídricas em Jerusalém (março de 2026), com alegada extração de 423 GB de dados sensíveis em retaliação a ataques contra instalações iranianas
Riscos e Implicações
Especialistas em segurança cibernética alertam que a divulgação de coordenadas exatas de instalações críticas pode servir como ferramenta de inteligência para operações híbridas (cibernéticas combinadas com físicas), especialmente em um contexto de ameaças mútuas envolvendo usinas elétricas, redes de transmissão e plantas de dessalinização – esta última crítica para a segurança hídrica no Oriente Médio, onde o Irã e aliados ameaçam retaliar contra infraestrutura equivalente caso haja ataques a suas próprias instalações.
Até o momento, fontes independentes (incluindo análises da Dark Web Intelligence e relatórios de threat intel) indicam que parte dos dados pode derivar de fontes OSINT (inteligência de código aberto) ou vazamentos anteriores, sem confirmação de breaches inéditos ou de alto impacto operacional imediato. A National Cyber Directorate de Israel monitora essas ameaças ativamente, com histórico de mitigação rápida em casos semelhantes.
Ciberguerra em Foco
A publicação reforça o papel da ciberguerra como frente complementar ao conflito armado, onde vazamentos públicos visam gerar pressão psicológica, demonstrar capacidade e sinalizar escalada potencial.
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