Crise Energética no Golfo: Trump ameaça destruir South Pars

TimeCras
Roberto Farias
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Doha e Teerã, 19 de março de 2026 – Em menos de 24 horas, o conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã evoluiu de confrontos militares para uma guerra energética de escala global.

  • Israel atacou o campo de gás South Pars, a maior reserva de gás natural do planeta.
  • O Irã retaliou com mísseis contra o hub de GNL de Ras Laffan, no Qatar.
  • O presidente Donald Trump respondeu com uma ameaça direta: se Teerã voltar a atacar instalações catarianas, os EUA destruirão “a totalidade” do campo iraniano “com uma força que o Irã nunca viu”.

O que está em jogo

  • O South Pars/North Dome, dividido entre Irã e Qatar, responde por cerca de 30% da produção mundial de GNL.
  • Fontes israelenses confirmaram ataques a instalações offshore e onshore em Asaluyeh (Bushehr).
  • O Irã classificou como a primeira agressão direta à sua infraestrutura energética upstream desde o início da guerra (28 de fevereiro).

Poucas horas depois, mísseis iranianos atingiram Ras Laffan, o maior centro de exportação de GNL do mundo. Qatar confirmou danos extensos e incêndios em controle. Refinarias na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos também foram alvo.

Reação dos EUA

Trump, via Truth Social, disse:

“Os EUA não sabiam nada sobre este ataque específico e o Qatar também não teve qualquer envolvimento.”

Ele vetou novos ataques israelenses ao South Pars, mas traçou uma linha vermelha: qualquer novo ataque iraniano ao Qatar levará os EUA a “explodir massivamente a totalidade do Campo de Gás South Pars”.

Impacto nos mercados

  • Petróleo Brent: acima de US$ 108/barril
  • Gás natural: alta de até 23% na Europa e Ásia
  • Analistas alertam: interrupções prolongadas podem levar o petróleo a US$ 150-200, com risco de apagões na Europa e inflação energética mundial.

Reações regionais

  • Qatar: condenou ataques israelenses e iranianos como “perigosos e irresponsáveis”.
  • Arábia Saudita e Emirados: denunciaram retaliações, aumentando temor de guerra energética no Golfo.
  • Especialistas veem o episódio como marco histórico: pela primeira vez, o alvo deixou de ser militar/nuclear e passou a ser a espinha dorsal da economia regional.

Conclusão

Com o Irã prometendo novos ataques e Trump estabelecendo uma linha vermelha, as próximas horas podem decidir se o conflito se mantém limitado ou se evolui para a maior crise energética global desde os anos 1970.



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