Na noite de segunda-feira (2 de fevereiro de 2026, horário de Brasília), que já avançava para a madrugada de terça-feira na Ucrânia, as forças russas lançaram um ataque combinado de mísseis balísticos e drones contra várias cidades ucranianas, marcando o fim abrupto de uma breve pausa informal nos bombardeios a grandes centros urbanos e infraestrutura energética. A capital Kiev foi novamente o principal alvo, com explosões intensas registradas em múltiplos distritos, especialmente a leste do rio Dnipro.
Autoridades locais, como Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev, confirmaram danos em edifícios residenciais, uma instituição de ensino e estruturas comerciais. Testemunhas relataram detonações potentes, incêndios em apartamentos e a ativação imediata da defesa aérea ucraniana, que enfrentou ondas sucessivas de drones seguidas por mísseis balísticos. Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, o prefeito Ihor Terekhov informou ataques simultâneos com mísseis e drones, agravando a crise humanitária em meio a temperaturas que chegam a -20°C em várias regiões.
O timing do ataque não parece casual: ocorre logo após o término de uma trégua temporária nos alvos energéticos e urbanos, supostamente acordada por Vladimir Putin a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, durante o pico do frio extremo. Essa “pausa humanitária” durou poucos dias e terminou de forma abrupta, expondo a fragilidade de qualquer entendimento informal em um conflito que já entra no quinto ano. Enquanto civis ucranianos enfrentam blackouts prolongados, falta de aquecimento e água em pleno inverno rigoroso, Moscou opta por intensificar os bombardeios — uma tática recorrente que transforma o clima em arma adicional contra a população.
O padrão é claro e condenável: ataques coordenados contra infraestrutura crítica coincidem com períodos de temperaturas abaixo de zero, maximizando o sofrimento civil e pressionando psicologicamente a resistência ucraniana. Apesar das defesas aéreas terem neutralizado parte dos projéteis, os danos acumulados revelam a persistente vulnerabilidade das cidades ucranianas e questionam a efetividade das promessas diplomáticas recentes.
Com negociações trilaterais (Ucrânia-Rússia-EUA) marcadas para os próximos dias em Abu Dhabi, esse novo round de violência reforça a percepção de que a Rússia usa a força militar para ditar termos, em vez de buscar uma paz genuína. Enquanto isso, milhares de ucranianos passam mais uma noite em abrigos improvisados, sob o barulho incessante de sirenes e explosões.
A guerra não dá trégua — nem no inverno, nem nas mesas de negociação.
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