Wenchang, Hainan – 11 de fevereiro de 2026 – A China deu um passo significativo rumo ao pouso tripulado na Lua ao realizar com sucesso um teste combinado de voo de baixa altitude do foguete Long March-10 (Chang Zheng-10) e um aborto em voo no ponto de máxima pressão dinâmica (max-Q) da espaçonave tripulada Mengzhou.
O lançamento ocorreu às 11h (horário de Pequim) no Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na província insular de Hainan, marcando marcos inéditos para o programa espacial chinês.
Detalhes do Teste
- O foguete, em sua configuração de protótipo Long March-10A, decolou de uma nova plataforma de lançamento.
- Durante a ascensão, no momento de maior estresse aerodinâmico (max-Q), o sistema de escape da Mengzhou foi acionado com precisão.
- A cápsula se separou do lançador, realizou manobras seguras e desceu ao mar com auxílio de paraquedas, simulando uma emergência real.
- O primeiro estágio do foguete, projetado para ser parcialmente reutilizável, continuou sua trajetória e executou um splashdown vertical controlado na área predeterminada do oceano.
Autoridades chinesas classificaram o resultado como “controlado e seguro”, destacando que o teste priorizava a verificação de fases críticas de voo e recuperação.
Importância para o Programa Lunar
De acordo com a China Manned Space Agency (CMSA), o experimento validou:
- O desempenho funcional do primeiro estágio durante ascensão e recuperação.
- A eficácia do sistema de aborto da Mengzhou em condições extremas.
Esse foi o primeiro voo real do Long March-10, o maior foguete chinês atual, com cerca de 90 metros de altura e empuxo superior a 2.700 toneladas. O veículo será responsável por enviar tanto a Mengzhou (cápsula para até três taikonautas) quanto o módulo de pouso lunar para órbita translunar.
Próximos Passos
O sucesso abre caminho para:
- Voos orbitais completos ainda em 2026, incluindo a estreia da Mengzhou em órbita baixa da Terra.
- Possível acoplagem ou visita à estação espacial Tiangong.
- O objetivo final: primeiro pouso tripulado chinês na Lua por volta de 2030.
Especialistas internacionais veem o progresso como parte da aceleração do programa espacial da China, que combina inovações em reutilização, segurança tripulada e exploração profunda.
Contexto Global
Com testes anteriores já concluídos — como ignições estáticas, aborto em solo e demonstrações do lander lunar Lanyue —, o país demonstra ritmo acelerado rumo à independência em missões lunares tripuladas.
Esse marco reforça a posição da China como uma das principais potências espaciais do século XXI, intensificando a competição global pela exploração da Lua e além.
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