Brasília, 11 de fevereiro de 2026 – A Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) da China deslocou um de seus contratorpedeiros mais modernos, o Tipo 055 (classificado pela OTAN como Renhai), para a região do Golfo de Omã e norte do Oceano Índico, próximo às águas iranianas. O navio lidera um grupo de tarefas que inclui pelo menos um contratorpedeiro Tipo 052D e o navio de vigilância marítima Liaowang-1, partindo da base naval em Hainan.
Exercícios Trilaterais
O movimento ocorre no contexto da preparação e realização da oitava edição dos exercícios navais Maritime Security Belt 2026 (Cinturão de Segurança Marítima), envolvendo China, Rússia e Irã.
- Os treinamentos incluem operações de segurança marítima, combate à pirataria, busca e salvamento e manobras táticas coordenadas.
- As atividades ocorrem em áreas estratégicas do Golfo de Omã, próximas ao Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Poder Naval Chinês
O Tipo 055 é um dos navios de superfície mais potentes da frota chinesa:
- Desloca mais de 12 mil toneladas.
- Possui até 112 células de lançamento vertical (VLS).
- Está equipado com mísseis antinavio de longo alcance, sistemas de defesa antiaérea avançados, mísseis de ataque terrestre e capacidades de guerra eletrônica.
Essa versatilidade o torna uma plataforma estratégica para projeção de poder e coleta de inteligência em ambientes de alta tensão.
Contexto Geopolítico
Analistas de defesa observam que a presença chinesa reforça laços estratégicos com Teerã e Moscou em um momento de escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã.
- O grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln opera próximo, com destróieres americanos em patrulha no Golfo Pérsico.
- O Irã conduz exercícios de tiro real e posiciona ativos como o navio-drone Shahid Bagheri.
- Incidentes recentes, incluindo aproximações de embarcações iranianas a navios dos EUA e abates de drones, aumentam o risco de mal-entendidos.
Embora os exercícios sejam rotineiros desde 2019, o envio de um Tipo 055 — apelidado de “destruidor de porta-aviões” — é interpretado como sinal de apoio indireto ao Irã e demonstração de influência chinesa no Oriente Médio.
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