A Polícia Federal (PF) recuperou nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026) uma mala contendo R$ 429 mil em dinheiro vivo, arremessada pela janela de um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina.
O episódio ocorreu durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga supostas irregularidades na gestão de recursos do fundo de previdência dos servidores públicos do Rio de Janeiro, a RioPrevidência, com foco em investimentos bilionários no Banco Master — instituição financeira liquidada recentemente pelo Banco Central.
Detalhes da Operação
- Os agentes cumpriam dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
- As ações ocorreram em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema.
- Ao perceber a presença policial, um dos ocupantes do imóvel teria jogado a mala pela janela — possivelmente do 30º andar, segundo relatos.
- O dinheiro foi recolhido imediatamente pelos agentes e contabilizado em R$ 429 mil em notas diversas.
Além do dinheiro, foram apreendidos:
- Dois veículos de luxo (BMW e Porsche, conforme reportagens).
- Dois smartphones.
Contexto da Investigação
A ação desta quarta-feira teve como objetivo localizar e recuperar bens e valores que teriam sido retirados de imóveis no Rio de Janeiro após etapas anteriores da operação.
A PF aponta indícios de:
- Obstrução de justiça
- Ocultação de provas
A Operação Barco de Papel apura crimes contra o sistema financeiro nacional, especialmente irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões nesses títulos.
O ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, é um dos principais alvos e já foi preso em fase anterior da operação, por suspeita de destruição de provas.
Repercussão
Vídeos divulgados pela própria PF e que circulam nas redes sociais mostram o momento em que as notas caem do alto do prédio, com agentes recolhendo o dinheiro no chão.
A cena ganhou rápida repercussão nacional pela dramaticidade, lembrando filmes policiais.
A investigação segue em andamento, e novas fases podem ser deflagradas conforme surjam novos elementos.
A PF não divulgou os nomes dos ocupantes do imóvel, mas reforçou que a operação contou com apoio da Delegacia em Itajaí (SC).
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