Washington, 11 de janeiro de 2026 – Análise Exclusiva | TimeCras Notícias
Declaração de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que está analisando opções “muito fortes” em relação ao Irã, após relatos confirmados de mortes de manifestantes durante a brutal repressão aos protestos antigoverno que sacodem o país há semanas.
Em declarações a repórteres a bordo do Air Force One, Trump disse:
“Estamos examinando opções muito fortes em relação ao Irã. Eu tomarei uma decisão.”
O presidente revelou estar recebendo atualizações horárias sobre a situação e confirmou que “algumas pessoas foram mortas que não deveriam ter sido mortas”, referindo-se aos manifestantes baleados pelas forças de segurança iranianas.
“O regime cruzou minha linha vermelha”, enfatizou Trump, que já havia alertado anteriormente que os EUA interviriam para “resgatar” os manifestantes caso houvesse violência letal.
Escalada da crise no Irã
- Grupos de direitos humanos, como HRANA e Iran International, estimam que mais de 500 pessoas foram mortas desde o início dos protestos no final de dezembro de 2025, com números possivelmente superiores a 538 confirmados.
- Mais de 10.600 prisões foram reportadas.
- O país enfrenta um apagão quase total de internet e comunicações, dificultando a verificação independente dos fatos.
- Os protestos começaram devido à grave crise econômica (colapso do rial, inflação galopante e cortes de energia e água) e se transformaram em um movimento amplo contra o regime islâmico.
- Manifestantes entoam gritos como “Morte a Khamenei” e exibem a bandeira do Leão e Sol, símbolo da monarquia Pahlavi.
- O príncipe exilado Reza Pahlavi convocou greves gerais e prometeu retornar ao país em breve.
Internet e apoio externo
Trump mencionou que conversará com Elon Musk sobre a ativação do serviço Starlink para restabelecer o acesso à internet no Irã, contornando o bloqueio imposto pelo governo.
“Vamos tentar colocar a internet funcionando, se possível”, disse o presidente.
Reação iraniana
- Autoridades iranianas ameaçaram retaliar com ataques a bases americanas na região caso haja intervenção dos EUA.
- O procurador-geral classificou manifestantes como “inimigos de Deus”, crime passível de pena de morte.
Opções em estudo
A administração Trump avalia um leque de medidas que incluem:
- Sanções ampliadas.
- Operações cibernéticas.
- Ações militares diretas, como strikes seletivos contra forças de segurança do regime.
Segundo fontes citadas por veículos como The New York Times, Politico e CNN, Trump será atualizado sobre opções “cinéticas e não cinéticas” nesta terça-feira.
Apoio e riscos
- Senadores republicanos, como Lindsey Graham, apoiam uma resposta firme para “encorajar os manifestantes e assustar o regime”.
- Analistas alertam para o risco de uma intervenção americana fortalecer a narrativa iraniana de que os protestos são orquestrados pelo exterior.
Situação atual
Os protestos continuam apesar da repressão, em cidades como Teerã, Isfahan e Mashhad. O mundo acompanha de perto os próximos passos de Trump, que sinaliza uma postura mais assertiva em apoio à oposição iraniana do que administrações anteriores.
📌 Qualquer decisão “muito forte” pode alterar drasticamente o rumo da crise no Oriente Médio.
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