Massacre: Guarda Revolucionária Abre Fogo Letal em Protestos que Entram no 16º Dia

TimeCras
Roberto Farias
0


Teerã, 12 de janeiro de 2026 – O Irã completa mais de duas semanas de protestos ininterruptos contra o regime teocrático. Fontes independentes e testemunhas oculares relatam uma escalada brutal: a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e forças paramilitares do Basij estão disparando munição letal diretamente contra multidões desarmadas em várias províncias, incluindo Teerã, Ilam, Lorestan e Kermanshah.

Origem dos Protestos

  • Iniciados em 28 de dezembro de 2025, com greves no Grande Bazar de Teerã.
  • Motivados pelo colapso do rial (1,46 milhão por dólar) e hiperinflação superior a 40%.
  • Evoluíram rapidamente para uma revolução aberta.
  • Slogans predominantes:
    • “Morte ao ditador” (referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei)
    • “Vida longa ao Xá”
  • Símbolos da monarquia Pahlavi, como a bandeira do Leão e Sol, substituem a bandeira oficial em diversos atos.


Evidências de Execução Sumária

  • Vídeos verificados por organizações internacionais mostram agentes da IRGC usando rifles AK-47 e metralhadoras pesadas DShK contra manifestantes.
  • Em Malekshahi (província de Ilam), pelo menos quatro civis foram mortos em um único incidente.
  • Testemunhas relatam:
    • Corpos deixados nas ruas.
    • Hospitais invadidos por forças de segurança para remover feridos e cadáveres.
    • Salas de emergência em “modo de crise” em Teerã e Shiraz.

Balanço de Vítimas: Números em Ascensão

O apagão total de internet e comunicações, imposto desde 8 de janeiro, dificulta a contagem precisa. Organizações de direitos humanos reportam:

  • Amnesty International e Human Rights Watch:
    Pelo menos 28 mortos (incluindo crianças) entre 31 de dezembro e 3 de janeiro, em 13 cidades de 8 províncias.

  • Iran Human Rights (IHRNGO):
    Pelo menos 51 mortos (incluindo 9 menores) nos primeiros 13 dias, alertando para um “massacre em massa” sob o blackout.

  • Iran International:
    Relato explosivo de pelo menos 2.000 manifestantes mortos nas últimas 48 horas até 10 de janeiro, com “centenas de corpos” nas ruas de Teerã.

O regime nega as cifras e acusa os protestos de serem “infiltração estrangeira” (EUA e Israel). Khamenei declarou que “proteger a segurança é uma linha vermelha” e prometeu resposta firme.

Contexto e Perspectivas

  • A revolução ganhou força após chamadas do príncipe exilado Reza Pahlavi, que anunciou “fase final” para tomar instituições e embaixadas.
  • Protestos continuam mesmo à noite em Teerã, com greves gerais e incêndios em prédios públicos.
  • Reações internacionais:
    • Donald Trump e Marco Rubio (EUA) condenaram a violência e sinalizaram possível apoio.
    • UE e ONU pedem fim da repressão.

Com o blackout impedindo documentação, cresce o temor de uma repetição da “Sexta-feira Sangrenta” de 2019, mas em escala maior. Analistas veem este movimento como o maior desafio ao regime desde 1979.

A resistência persiste: “Este é o ano do sangue, e Khamenei cairá.”

Conclusão

TIMECRAS NOTICIAS acompanha o desenrolar em tempo real.
A luta do povo iraniano por liberdade continua – e o mundo assiste.

Postar um comentário

0 Comentários

Não deixe de comentar !

Postar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade Confira
Ok, Go it!