Teerã, 12 de janeiro de 2026 – O Irã completa mais de duas semanas de protestos ininterruptos contra o regime teocrático. Fontes independentes e testemunhas oculares relatam uma escalada brutal: a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e forças paramilitares do Basij estão disparando munição letal diretamente contra multidões desarmadas em várias províncias, incluindo Teerã, Ilam, Lorestan e Kermanshah.
Origem dos Protestos
- Iniciados em 28 de dezembro de 2025, com greves no Grande Bazar de Teerã.
- Motivados pelo colapso do rial (1,46 milhão por dólar) e hiperinflação superior a 40%.
- Evoluíram rapidamente para uma revolução aberta.
- Slogans predominantes:
- “Morte ao ditador” (referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei)
- “Vida longa ao Xá”
- Símbolos da monarquia Pahlavi, como a bandeira do Leão e Sol, substituem a bandeira oficial em diversos atos.
Evidências de Execução Sumária
- Vídeos verificados por organizações internacionais mostram agentes da IRGC usando rifles AK-47 e metralhadoras pesadas DShK contra manifestantes.
- Em Malekshahi (província de Ilam), pelo menos quatro civis foram mortos em um único incidente.
- Testemunhas relatam:
- Corpos deixados nas ruas.
- Hospitais invadidos por forças de segurança para remover feridos e cadáveres.
- Salas de emergência em “modo de crise” em Teerã e Shiraz.
Balanço de Vítimas: Números em Ascensão
O apagão total de internet e comunicações, imposto desde 8 de janeiro, dificulta a contagem precisa. Organizações de direitos humanos reportam:
- Amnesty International e Human Rights Watch:Pelo menos 28 mortos (incluindo crianças) entre 31 de dezembro e 3 de janeiro, em 13 cidades de 8 províncias.
- Iran Human Rights (IHRNGO):Pelo menos 51 mortos (incluindo 9 menores) nos primeiros 13 dias, alertando para um “massacre em massa” sob o blackout.
- Iran International:Relato explosivo de pelo menos 2.000 manifestantes mortos nas últimas 48 horas até 10 de janeiro, com “centenas de corpos” nas ruas de Teerã.
O regime nega as cifras e acusa os protestos de serem “infiltração estrangeira” (EUA e Israel). Khamenei declarou que “proteger a segurança é uma linha vermelha” e prometeu resposta firme.
Contexto e Perspectivas
- A revolução ganhou força após chamadas do príncipe exilado Reza Pahlavi, que anunciou “fase final” para tomar instituições e embaixadas.
- Protestos continuam mesmo à noite em Teerã, com greves gerais e incêndios em prédios públicos.
- Reações internacionais:
- Donald Trump e Marco Rubio (EUA) condenaram a violência e sinalizaram possível apoio.
- UE e ONU pedem fim da repressão.
Com o blackout impedindo documentação, cresce o temor de uma repetição da “Sexta-feira Sangrenta” de 2019, mas em escala maior. Analistas veem este movimento como o maior desafio ao regime desde 1979.
A resistência persiste: “Este é o ano do sangue, e Khamenei cairá.”
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