Em mais um capítulo da sua política externa marcada por declarações contundentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Colômbia pode ser “a próxima” na lista de países a enfrentar ações diretas de Washington. A fala ocorreu a bordo do Air Force One, poucos dias após a captura de Nicolás Maduro em Caracas, operação que simbolizou a retomada da Doutrina Monroe sob o que Trump chama de “Doutrina Don-Roe”.
Segundo o mandatário norte-americano, o presidente colombiano Gustavo Petro é um “homem doente” e não permanecerá no poder por muito tempo. Trump acusou a Colômbia de ser um “vizinho doente” que abastece os Estados Unidos com cocaína, reforçando o discurso de combate ao narcotráfico como justificativa para uma possível intervenção.
Essa não é a primeira vez que Petro aparece como alvo da retórica de Trump. Em dezembro de 2025, o republicano já havia sugerido que o líder colombiano poderia ser “o próximo” a enfrentar pressão americana. Além disso, em outubro do mesmo ano, seu governo impôs sanções contra Bogotá, ampliando o desgaste diplomático entre os dois países.
A declaração reacende tensões na América Latina e levanta preocupações sobre uma escalada de ações militares na região. Para analistas, o discurso de Trump sinaliza uma política externa mais agressiva, que não se limita à Venezuela. O México também foi citado pelo presidente, que afirmou que “algo precisa ser feito” em relação ao país vizinho.
Do lado colombiano, Gustavo Petro reagiu afirmando que Trump “desconhece a Colômbia e as medidas adotadas contra o narcotráfico”. A resposta busca reforçar a imagem de soberania nacional diante da pressão externa, mas evidencia o clima de instabilidade que pode marcar os próximos meses.
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