Trump e Putin: Dois Estilos, Uma Mesma Lógica de Poder?

TimeCras
Roberto Farias
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Enquanto o mundo assiste a uma escalada de ações unilaterais, Donald Trump e Vladimir Putin continuam a dominar a geopolítica — agora com paralelos ainda mais evidentes em 2026. Líderes que priorizam força, interesses nacionais e desprezo por normas multilaterais, mas com resultados que expõem contradições e riscos crescentes.Autoridade ou Autoritarismo? A Escalada Continua
  • Trump ordenou intervenção militar na Venezuela (captura de Nicolás Maduro em 3/1), ameaçou anexar a Groenlândia e anunciou tarifas de 10% (subindo para 25% em junho) contra 8 aliados da OTAN (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) que resistem à ideia.
  • Putin alterou a Constituição para ficar no poder até 2036, intensificou ataques na Ucrânia (incluindo míssil balístico Oreshnik em Lviv em 14/1) e mantém exigências territoriais rígidas.
  • Ambos atacam instituições: Trump ignora críticas internacionais e ameaça aliados; Putin deslegitima a OTAN e usa força para impor narrativas.
Nacionalismo como Estratégia — e Arma"America First" evoluiu para ações diretas no "quintal" americano (Venezuela) e no Ártico (Groenlândia, com alegações infundadas de ameaças russas/chinesas). Putin responde com retórica de "grandeza russa" restaurada, vendo o enfraquecimento ocidental como oportunidade — mas sem confrontar Trump abertamente, priorizando negociações na Ucrânia.Relação Ambígua: Pragmatismo Tenso e Frustrações MútuasAdmiração mútua do passado deu lugar a uma dança cautelosa:
  • Trump pressiona por acordo rápido na Ucrânia, culpa Zelensky como "obstáculo principal" e diz que Putin "quer paz" (entrevista Reuters, 14/1).
  • Kremlin endossa a narrativa contra Zelensky, mas responde com ataques intensos e mantém demandas intransigentes (territórios, desmilitarização parcial).
  • Ações de Trump na Venezuela (captura de Maduro + pressão na "frota sombra" russa de petroleiros) preocupam Moscou economicamente, mas Putin reage com silêncio estratégico — evitando confronto direto para não prejudicar chances de deal favorável na Ucrânia.
  • Analistas notam: Trump é "amigável, mas não útil" a Putin; Moscou entrou 2026 com mais sanções e economia pior, enquanto vê Trump enfraquecer OTAN e unidade transatlântica involuntariamente (ou não).
O Preço da Personalização do PoderLíderes acima das instituições: culto à personalidade, crítica como traição, verdade seletiva. Trump declara poder limitado só pela "própria moral" (entrevista NYT); Putin usa força para lembrar que Rússia é superpotência. Resultado? Aliados russos (Venezuela, Síria, Irã) sofrem perdas sem resposta forte de Moscou; Europa reage com reuniões de emergência e ameaças de retaliação tarifária.O Que Está em Jogo Agora?Com negociações na Ucrânia em Miami/Paris/Davos (sem acordo final ainda, mas "90% avançado" em segurança e reconstrução), Trump força unilateralismo global; Putin consolida poder apesar de aliados enfraquecidos. O risco: um mundo onde grandes potências ditam pela força, OTAN racha, instituições internacionais viram irrelevantes e a "paz" vira imposição.Estamos diante de líderes defendendo seus países — ou de homens defendendo (principalmente) si mesmos e suas visões de poder?

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