Operação Anúbis prende três suspeitos de homicídios qualificados em Taguatinga (DF)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta segunda-feira (19), a Operação Anúbis e prendeu três ex-técnicos de enfermagem suspeitos de provocar a morte intencional de pelo menos três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Os crimes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025 e estão sendo investigados como homicídios qualificados.
Detalhes das investigações
Os suspeitos – dois homens, de 24 e 28 anos, e uma mulher de 22 anos – teriam se aproveitado de falhas nos controles internos e do acesso ao sistema eletrônico do hospital para realizar procedimentos letais.
Segundo as investigações preliminares, um dos métodos usados foi a aplicação indevida de cloreto de potássio diretamente na veia das vítimas, substância capaz de causar parada cardíaca súbita e de difícil detecção imediata em exames rotineiros, simulando complicações clínicas naturais.
Em pelo menos um dos casos, há relatos de que um dos presos aplicou desinfetante repetidamente (mais de 10 vezes) em um paciente, agravando seu quadro até o óbito. Um dos investigados confessou participação nos atos durante depoimento, sem demonstrar remorso, conforme informou a polícia.
Ação do hospital e prisões
O que torna o caso ainda mais chocante é que a própria direção do Hospital Anchieta detectou as “circunstâncias atípicas” nas mortes, formou um comitê interno de investigação e, em menos de 20 dias, reuniu evidências suficientes para denunciar os fatos à polícia.
Os três profissionais já haviam sido demitidos antes das prisões, que ocorreram em duas fases: nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026, com cumprimento de mandados de prisão temporária e buscas em endereços no DF e no Entorno.
Em nota oficial, o Hospital Anchieta reforçou seu compromisso com a transparência, informou que contatou as famílias das vítimas e destacou que o caso tramita em segredo de justiça. A instituição se colocou como vítima da conduta dos ex-funcionários e afirmou colaborar integralmente com as autoridades.
A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida, e a polícia investiga se há mais vítimas ou outros envolvidos. As apurações continuam sob responsabilidade da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP).
.jpg)

Não deixe de comentar !