Rússia condena apreensão de petroleiro Bella-1 pelos EUA e chama ação de "violação do direito marítimo"

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Roberto Farias
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TmeCras Redação | 07/01/2026Moscou/Washington – O governo russo reagiu com veemência nesta quarta-feira (7) à apreensão do petroleiro Marinera – anteriormente conhecido como Bella-1 – realizada por forças estadounidenses no Atlântico Norte. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou a operação como uma "violação flagrante do direito marítimo internacional" e exigiu a liberação imediata da embarcação e de sua tripulação.
A ação americana ocorreu em águas internacionais, a cerca de 200 km ao sul da Islândia, após semanas de perseguição que começou próximo às costas da Venezuela. O navio, que transportava petróleo sancionado ligado ao governo de Nicolás Maduro, havia mudado de nome e adotado bandeira russa na tentativa de evadir bloqueios impostos por Washington. Fontes do Comando Europeu dos EUA (USEUCOM) confirmaram que forças especiais e a Guarda Costeira embarcaram no vessel para executar um mandado judicial federal por violação de sanções.
" Nenhum Estado tem o direito de usar força contra navios em alto mar", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em coletiva. Um parlamentar russo de alto escalão foi além, rotulando a operação como "pirataria moderna". Autoridades em Moscou revelaram que haviam enviado um submarino e outras embarcações navais para escoltar o petroleiro, além de ter feito um pedido diplomático formal aos EUA para interromper a perseguição – solicitação que foi ignorada.
O incidente eleva as tensões entre Washington e Moscou em um momento já delicado, com o governo Trump intensificando pressões sobre a Venezuela por meio de um "bloqueio energético" que visa cortar exportações de petróleo. Analistas internacionais alertam que a apreensão de um navio sob bandeira russa pode complicar relações bilaterais, especialmente após episódios recentes como a crise da Groenlândia.
Até o momento, os EUA não comentaram diretamente as acusações russas, limitando-se a afirmar que a operação foi "legal e necessária" para enforcement de sanções contra regimes que financiam atividades ilícitas. A tripulação do Marinera, composta majoritariamente por marinheiros de várias nacionalidades, está sob custódia americana, e o navio deve ser rebocado para um porto aliado no Atlântico.
A situação segue em monitoramento, com possibilidade de escalada diplomática ou até retaliações russas em outras frentes globais.

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