O caso Eliza Samudio, que chocou o Brasil em 2010, ganha um novo e intrigante capítulo. Um passaporte original da jovem, assassinada há mais de 15 anos, foi encontrado em Portugal, dentro de um apartamento alugado por um brasileiro. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa no início de 2026, levantando novas dúvidas sobre os últimos passos da modelo antes de sua morte.
Segundo informações oficiais, o passaporte é autêntico e foi emitido em 2006, com validade até 2011. Em suas páginas, há apenas um registro: um carimbo de entrada em Portugal datado de maio de 2007. Não há qualquer anotação de saída ou novos deslocamentos, o que torna ainda mais enigmática a presença do documento em território europeu.
A descoberta reacende debates sobre os bastidores do crime que envolveu o goleiro Bruno Fernandes, condenado por homicídio e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado, e o surgimento do passaporte em outro país adiciona uma camada de mistério que pode abrir novas linhas de investigação.
Autoridades brasileiras já foram notificadas pelo Itamaraty, e especialistas acreditam que o achado pode ajudar a reconstruir parte da trajetória de Eliza antes de seu desaparecimento. Embora não altere a condenação já estabelecida, o documento pode trazer pistas sobre conexões internacionais e pessoas envolvidas na trama.
Mais de uma década depois, o caso continua a mobilizar a opinião pública e a expor lacunas na investigação. O passaporte encontrado em Portugal é mais do que um objeto: é um símbolo de perguntas ainda sem resposta sobre um dos crimes mais marcantes da história recente do Brasil.
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