Sétima Operação Contra Frota Sombra em Menos de um Mês
As forças militares dos Estados Unidos, coordenadas pelo Comando Sul (US SOUTHCOM), interceptaram e detiveram o petroleiro Motor Vessel (M/T) Sagitta em águas internacionais do Mar do Caribe nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026.
A ação ocorreu sem resistência por parte da tripulação e marca a sétima apreensão de navios sancionados desde o lançamento da Operation Southern Spear, iniciativa intensificada pela administração Trump para bloquear exportações irregulares de petróleo venezuelano.
Declaração Oficial
De acordo com comunicado oficial do US SOUTHCOM, o Sagitta operava em violação à “quarentena” imposta a embarcações sancionadas na região caribenha.
“O único petróleo que deixará a Venezuela será aquele coordenado de forma correta e legal.”
A declaração destaca o compromisso em combater redes de evasão de sanções que beneficiam o regime de Nicolás Maduro e aliados internacionais.
Frota Sombra
O petroleiro está associado à chamada “frota sombra” (shadow fleet), uma rede de navios que utilizam:
- Bandeiras de conveniência
- Mudanças frequentes de nome
- Proprietários opacos
Coordenação Militar
A operação envolveu:
- Marinha dos EUA
- Guarda Costeira (USCG)
- Departamento de Segurança Interna (DHS)
- Departamento de Justiça (DoJ)
Vídeos divulgados em tempo real mostram abordagens coordenadas, típicas das missões da Operation Southern Spear, com apoio de navios de guerra, helicópteros e forças anfíbias em alto-mar.
Contexto Geopolítico
Essa apreensão ocorre em meio a uma escalada de pressão sobre as exportações venezuelanas de crude, que financiam grande parte da economia do governo Maduro.
- Desde dezembro de 2025, os EUA implementaram um bloqueio naval seletivo no Caribe, interceptando embarcações que tentam burlar sanções.
- Navios como Sophia, Veronica e Olina já foram detidos em ações semelhantes, muitos deles ligados à frota fantasma russa.
- Rússia e Venezuela condenam essas operações como violações do direito marítimo internacional, classificando-as como “pirataria” ou interferência indevida.
- Até o momento, não há posicionamento oficial imediato de Caracas ou do Kremlin sobre o Sagitta, mas a tendência sugere condenações fortes nos próximos dias.
A Operation Southern Spear reflete a estratégia de “máxima pressão” renovada contra o regime venezuelano, combinando enforcement marítimo com sanções econômicas. Analistas veem o episódio como sinal de que Washington não pretende recuar na contenção de fluxos ilícitos de petróleo, que sustentam tanto o governo Maduro quanto redes globais de evasão.
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