EUA Apreendem Petroleiro Sagitta no Mar do Caribe

TimeCras
Roberto Farias
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Sétima Operação Contra Frota Sombra em Menos de um Mês

As forças militares dos Estados Unidos, coordenadas pelo Comando Sul (US SOUTHCOM), interceptaram e detiveram o petroleiro Motor Vessel (M/T) Sagitta em águas internacionais do Mar do Caribe nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026.

A ação ocorreu sem resistência por parte da tripulação e marca a sétima apreensão de navios sancionados desde o lançamento da Operation Southern Spear, iniciativa intensificada pela administração Trump para bloquear exportações irregulares de petróleo venezuelano.

Declaração Oficial

De acordo com comunicado oficial do US SOUTHCOM, o Sagitta operava em violação à “quarentena” imposta a embarcações sancionadas na região caribenha.

“O único petróleo que deixará a Venezuela será aquele coordenado de forma correta e legal.”

A declaração destaca o compromisso em combater redes de evasão de sanções que beneficiam o regime de Nicolás Maduro e aliados internacionais.


Frota Sombra

O petroleiro está associado à chamada “frota sombra” (shadow fleet), uma rede de navios que utilizam:

  • Bandeiras de conveniência
  • Mudanças frequentes de nome
  • Proprietários opacos

Essa frota transporta petróleo de nações sob restrições ocidentais — como Rússia, Irã e Venezuela.
Relatórios independentes e listas de sanções indicam que o Sagitta já realizou múltiplas viagens a portos russos e rotas comerciais para Índia e China, driblando embargos energéticos.

Coordenação Militar

A operação envolveu:

  • Marinha dos EUA
  • Guarda Costeira (USCG)
  • Departamento de Segurança Interna (DHS)
  • Departamento de Justiça (DoJ)

Vídeos divulgados em tempo real mostram abordagens coordenadas, típicas das missões da Operation Southern Spear, com apoio de navios de guerra, helicópteros e forças anfíbias em alto-mar.

Contexto Geopolítico

Essa apreensão ocorre em meio a uma escalada de pressão sobre as exportações venezuelanas de crude, que financiam grande parte da economia do governo Maduro.

  • Desde dezembro de 2025, os EUA implementaram um bloqueio naval seletivo no Caribe, interceptando embarcações que tentam burlar sanções.
  • Navios como Sophia, Veronica e Olina já foram detidos em ações semelhantes, muitos deles ligados à frota fantasma russa.
  • Rússia e Venezuela condenam essas operações como violações do direito marítimo internacional, classificando-as como “pirataria” ou interferência indevida.
  • Até o momento, não há posicionamento oficial imediato de Caracas ou do Kremlin sobre o Sagitta, mas a tendência sugere condenações fortes nos próximos dias.

A Operation Southern Spear reflete a estratégia de “máxima pressão” renovada contra o regime venezuelano, combinando enforcement marítimo com sanções econômicas. Analistas veem o episódio como sinal de que Washington não pretende recuar na contenção de fluxos ilícitos de petróleo, que sustentam tanto o governo Maduro quanto redes globais de evasão.


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