O Senado dos Estados Unidos aprovou, por 77 votos a 20, a versão final da Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA), um dos projetos mais robustos e influentes da política de segurança norte‑americana. Avaliada em US$ 900 bilhões, a legislação define o orçamento militar para o próximo ano fiscal e estabelece diretrizes estratégicas para as Forças Armadas. O texto segue agora para a assinatura do presidente Donald Trump.
A aprovação expressiva demonstra um raro momento de consenso bipartidário em Washington, especialmente em um cenário político polarizado. A NDAA é aprovada anualmente desde 1961 e funciona como o eixo central da política de defesa dos EUA.
📌 O que está incluído no pacote de US$ 900 bilhões
1. US$ 800 milhões em ajuda militar à Ucrânia
O projeto destina US$ 800 milhões ao longo de dois anos para reforçar a capacidade militar ucraniana. Esse montante cobre:
- munições de precisão
- sistemas de defesa aérea
- veículos blindados
- treinamento de tropas
- inteligência e suporte logístico
A medida reforça o compromisso dos EUA com Kiev em meio ao prolongamento da guerra contra a Rússia.
2. Expansão da presença militar americana
A NDAA prevê:
- aumento de investimentos em bases no Indo‑Pacífico
- fortalecimento da presença naval no Mar do Sul da China
- modernização de submarinos nucleares e destróieres
O objetivo é conter avanços estratégicos da China e manter a supremacia militar dos EUA.
3. Defesa cibernética e inteligência artificial
O projeto amplia recursos para:
- sistemas de IA aplicados à defesa
- proteção contra ataques cibernéticos
- modernização de satélites e infraestrutura espacial
Essa área é considerada crítica diante do avanço tecnológico de adversários como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte.
4. Aumento salarial para militares
O texto inclui um reajuste salarial para membros das Forças Armadas, buscando:
- melhorar a retenção de pessoal
- atrair novos recrutas
- compensar a inflação acumulada
5. Investimentos em indústria bélica
A NDAA injeta recursos em empresas de defesa para:
- ampliar a produção de munições
- acelerar a fabricação de mísseis de longo alcance
- modernizar linhas de montagem de aeronaves
Isso também fortalece a economia interna em estados com forte presença do setor militar.
🗳️ Por que a votação foi tão expressiva?
Mesmo com divergências políticas, democratas e republicanos convergiram em três pontos:
- a necessidade de manter a liderança militar global
- a importância de apoiar aliados estratégicos
- a pressão crescente de China e Rússia no cenário internacional
A votação de 77 a 20 mostra que, apesar das disputas internas, a política de defesa continua sendo um dos poucos temas capazes de unir o Congresso.
📍 Próximos passos
Com a aprovação no Senado, o texto segue para sanção presidencial. Trump deve assinar o projeto, já que o conteúdo está alinhado com sua política de expansão militar e contenção de adversários globais.
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