Uma declaração recente de Nicolás Maduro voltou a acender o alerta sobre a instabilidade política na América do Sul. Em um discurso marcado por tom nacionalista, o líder venezuelano mencionou a possibilidade de que militares da Colômbia e da Venezuela “unam forças” diante do que ele descreve como ameaças dos Estados Unidos. A fala, amplamente repercutida no X, gerou interpretações diversas e alimentou debates sobre o clima geopolítico na região.
Apesar da repercussão, não houve qualquer confirmação oficial de que o governo colombiano tenha sido consultado ou convidado formalmente para qualquer tipo de cooperação militar. A relação entre os dois países, historicamente marcada por tensões, torna improvável uma aliança desse tipo — especialmente considerando que a Colômbia mantém acordos de segurança com Washington.
A retórica de Maduro ocorre em um momento de pressão internacional sobre Caracas e de crescente militarização das fronteiras venezuelanas. Especialistas apontam que discursos desse tipo costumam ter caráter interno, buscando reforçar apoio político e mobilizar setores das Forças Armadas, mais do que anunciar ações concretas.
Ainda assim, a menção à Colômbia em um contexto de defesa contra os Estados Unidos repercute fortemente e amplia a sensação de incerteza na região. Até o momento, Bogotá não se pronunciou sobre o episódio.
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