O anúncio oficial
Em 20 de dezembro de 2025, o chanceler venezuelano Yván Gil anunciou que recebeu uma ligação do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Durante a conversa, o governo iraniano apresentou uma proposta de cooperação “em todos os âmbitos” com Caracas, como resposta às recentes ações dos Estados Unidos contra petroleiros venezuelanos.
Segundo Gil, o Irã ofereceu solidariedade plena e colocou à disposição apoio político, econômico e militar para enfrentar o que ambos classificam como “pirataria” e “terrorismo internacional” praticados por Washington.
Contexto da crise
- Nos últimos dias, a Guarda Costeira dos EUA apreendeu dois petroleiros venezuelanos em águas internacionais, alegando violação das sanções impostas contra Caracas.
- O presidente norte-americano Donald Trump reforçou o bloqueio naval no Caribe, ampliando a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.
- A Venezuela denunciou as ações como ilegais e pediu apoio de aliados estratégicos.
Relação entre Venezuela e Irã
- A parceria entre os dois países já vinha se fortalecendo nos últimos anos, especialmente em áreas de energia, defesa e tecnologia.
- O Irã tem fornecido combustível e assistência técnica à Venezuela, ajudando a contornar as sanções norte-americanas.
- Com a nova proposta, a cooperação pode se expandir para segurança militar, comércio bilateral e transferência de tecnologia.
Repercussão internacional
- Analistas veem o anúncio como parte da consolidação de um eixo antiamericano, que inclui também Rússia e China.
- A iniciativa aumenta a tensão diplomática no Caribe e no Oriente Médio, já que envolve países sob forte vigilância dos EUA.
- Washington ainda não se pronunciou oficialmente sobre a proposta iraniana, mas especialistas acreditam que novas medidas de pressão podem ser adotadas.
Impacto geopolítico
- A proposta iraniana fortalece a aliança estratégica Caracas–Teerã, ampliando a cooperação além da energia para áreas militares e tecnológicas.
- A Venezuela busca apoio externo para resistir ao bloqueio e legitimar sua posição internacional.
- O episódio reforça a percepção de que o país está cada vez mais integrado a um bloco de resistência às sanções ocidentais.
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