Explosão em Moscou mata agentes acusados de tortura de prisioneiros ucranianos

TimeCras
Roberto Farias
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Na madrugada de 24 de dezembro, Moscou foi palco de uma explosão que deixou dois agentes policiais russos mortos. A informação foi divulgada pela inteligência militar da Ucrânia (HUR), que afirma que os oficiais estavam diretamente envolvidos na tortura de prisioneiros de guerra ucranianos durante operações no front.

Segundo o relato ucraniano, o ataque ocorreu próximo a uma delegacia da capital russa, quando um artefato explosivo atingiu um veículo policial estacionado. A ação teria sido conduzida por um morador local, motivado por protesto contra as políticas do Kremlin e pela insatisfação crescente com a guerra.

Contexto do episódio

  • As vítimas: Os agentes mortos haviam participado de operações militares na Ucrânia e, de acordo com o HUR, estavam ligados a práticas de tortura contra soldados capturados.
  • A autoria: A inteligência ucraniana atribui o ataque a um cidadão russo que teria agido de forma independente, sem ligação direta com grupos organizados.
  • A repercussão: Até o momento, autoridades russas não confirmaram oficialmente os detalhes divulgados por Kiev, mantendo silêncio sobre a identidade das vítimas e as circunstâncias da explosão.

Significado político e simbólico

O episódio reforça a percepção de que o conflito ultrapassa as fronteiras da Ucrânia e começa a gerar episódios de violência dentro da própria Rússia. Para Kiev, divulgar que os mortos eram responsáveis por crimes de guerra funciona como uma mensagem política: uma forma de “justiça” contra os abusos cometidos por agentes russos.

Além disso, o ataque expõe fragilidades na segurança interna de Moscou, uma cidade que o Kremlin costuma apresentar como imune às consequências diretas da guerra.

Guerra informacional

A narrativa ucraniana também se insere no contexto da guerra informacional. Ao destacar que os agentes mortos eram torturadores, Kiev busca legitimar o episódio como uma resposta aos crimes cometidos contra seus soldados. Já a ausência de confirmação oficial por parte da Rússia mostra a disputa de versões que acompanha cada acontecimento do conflito.

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