A entrada de 2026 foi marcada por fogo e fumaça no sul da Rússia. Poucas horas após a virada do ano, a refinaria de petróleo de Ilsky, localizada no distrito de Seversky, região de Krasnodar, foi atingida por uma série de explosões que desencadearam um incêndio de grandes proporções. O clarão das chamas iluminou o céu noturno e vídeos gravados por moradores mostraram colunas densas de fumaça preta e detonações audíveis a quilômetros de distância.
Relatos em canais locais e redes sociais apontaram para um ataque coordenado com drones kamikaze, possivelmente sincronizado com ofensivas contra outros alvos na região. As autoridades russas confirmaram a interceptação de drones em Krasnodar, mas minimizaram os danos na Ilsky, sem detalhar possíveis vítimas ou impactos na produção.
A refinaria, uma das maiores privadas do país, tem capacidade para processar milhões de toneladas de petróleo por ano e desempenha papel estratégico no abastecimento de combustível no sul da Rússia. Segundo fontes de inteligência ucranianas, parte dessa produção estaria destinada a suprir as forças militares russas.
Embora Kyiv não tenha assumido oficialmente a autoria, o ataque se encaixa na estratégia ucraniana de atingir a infraestrutura energética russa para reduzir receitas de exportação de petróleo — principal fonte de financiamento da máquina de guerra de Moscou. A Ilsky já havia sido alvo de ataques anteriores, evidenciando a dificuldade da Rússia em proteger instalações críticas longe da linha de frente.
O episódio reforça como a guerra de drones se consolidou como elemento permanente do conflito, ignorando datas simbólicas e períodos de trégua. Enquanto famílias russas celebravam a chegada do novo ano, equipes de bombeiros lutavam contra o fogo, e o mundo observava com atenção os possíveis efeitos dessa ofensiva sobre os preços globais de energia e sobre a logística militar do Kremlin.
O ano mal começou, mas o recado foi claro: o front invisível dos drones não dá trégua.
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