A relação militar entre Brasil e Estados Unidos enfrenta um momento delicado. O governo norte-americano cancelou a edição de 2025 da Conferência Espacial das Américas, que estava sendo organizada em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) e seria realizada em Brasília. Além disso, há fortes indícios de que os EUA não participarão da Operação Formosa, o maior exercício militar da Marinha do Brasil.
O cancelamento do evento, confirmado pela FAB, ocorreu em 23 de julho e não teve justificativa oficial por parte do Comando Sul dos EUA (Southcom). A conferência, que reuniria países do continente americano para discutir cooperação espacial em áreas como defesa, telecomunicações e pesquisa, seria a quarta edição do encontro.
A possível ausência dos fuzileiros navais americanos na Operação Formosa também acende um alerta. Desde 2023, tropas dos EUA vinham participando do exercício, inclusive ao lado de militares chineses — um marco inédito. Neste ano, porém, os convites enviados pela Marinha brasileira não foram respondidos.
Fontes ligadas ao Ministério da Defesa apontam que os sinais de afastamento são reflexo da deterioração das relações diplomáticas entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A tensão se agravou após acusações de perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes e sobretaxas sobre produtos brasileiros.
O governo brasileiro tenta preservar os canais de cooperação estratégica, mas o clima de instabilidade política e econômica entre os dois países ameaça comprometer décadas de parceria militar.
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