Incidente relatado pela agência Fars News ocorre em meio à operação “Project Freedom” anunciada por Trump para escoltar navios no estreito estratégico.
De acordo com a Fars News, o navio de guerra dos EUA — descrito como um destroyer ou fragata — ignorou repetidos avisos da Marinha iraniana para não avançar na região. Após os impactos, a embarcação teria sido obrigada a recuar. A agência citou fontes militares locais e apresentou o caso como uma ação bem-sucedida de defesa da soberania iraniana contra a operação americana “Project Freedom”, que visa garantir a passagem segura de navios comerciais no estreito.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito transportado globalmente. A via tem sido palco de crescente tensão desde que os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos, em abril, como parte da escalada no conflito.
Versão americana
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou categoricamente qualquer ataque bem-sucedido. Um oficial sênior americano classificou a informação divulgada pela mídia iraniana como “fabricada”. Até o momento, não foram divulgadas imagens, vídeos ou relatos independentes que confirmem danos a qualquer navio da Marinha dos EUA.
Fontes ocidentais e agências internacionais como Reuters e Al Jazeera destacam que, embora o Irã tenha aumentado as ameaças e ações assimétricas na região, alegações semelhantes feitas por Teerã no passado nem sempre foram corroboradas por evidências independentes.
Contexto de escalada
O incidente ocorre dias após o presidente Donald Trump anunciar o “Project Freedom”, uma missão para escoltar navios comerciais e desafiar as restrições impostas pelo Irã.
Nas últimas semanas:
- Os EUA interceptaram e apreenderam embarcações iranianas
- O Irã respondeu com ataques a navios e ameaças de fechar o estreito
Especialistas em segurança marítima alertam que qualquer confronto direto entre forças americanas e iranianas no Ormuz pode provocar disrupções graves nos mercados globais de energia, com reflexos imediatos nos preços do petróleo.
Até o fechamento desta reportagem, não há confirmação de feridos ou danos ambientais. A situação permanece em desenvolvimento, com monitoramento intenso por parte de agências marítimas internacionais como o UKMTO.
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