Avião monomotor cai sobre prédio residencial em Belo Horizonte; Três mortes e dois feridos graves

TimeCras
Roberto Farias
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 Imagem da GloboCop

Atualização: 23:36

Acidente aéreo em Belo Horizonte

Na tarde desta segunda-feira (4), um avião monomotor caiu sobre um prédio residencial no bairro Silveira, Região Nordeste de Belo Horizonte (MG). O impacto provocou a morte de duas pessoas e deixou outras três em estado grave. A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, SAMU, Polícia Militar e Defesa Civil.

A aeronave
O modelo envolvido foi um EMB-721C “Sertanejo”, fabricado em 1979 pela Neiva. O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16, após uma escala técnica. Pouco depois da decolagem, o piloto comunicou à torre problemas mecânicos. Em seguida, a aeronave perdeu altitude rapidamente, atingiu a escada entre o terceiro e quarto andar de um edifício e despencou no estacionamento do condomínio.

Vítimas
Cinco pessoas estavam a bordo:

  • Wellington Oliveira (34), piloto, morreu no local.
  • Fernando Souto Moreira (36), copiloto, também não resistiu.
  • Leonardo Berganholi (50), morreu no hospital , após não resistir aos ferimentos.
  • Arthur Schaper Berganholi (25) (filho de Leonardo) e Hemerson Cleiton Almeida Souto (53), empresários ligados à empresa de tecnologia Uaitag, foram socorridos em estado grave e estão no Hospital João XXIII.

Prédio atingido
Nenhum morador ficou ferido. Todos foram retirados preventivamente pelos bombeiros. A escada do edifício sofreu danos estruturais, mas não há risco de colapso, segundo a Defesa Civil. O vazamento de combustível foi contido com espuma para evitar explosões. O trânsito na região próxima à Avenida Cristiano Machado foi bloqueado.

Situação do voo
O avião tinha capacidade para seis pessoas e estava regular na Anac, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo. O trajeto original era de Teófilo Otoni (MG) até o Campo de Marte (SP), com escala em Belo Horizonte. Uma passageira desembarcou na Pampulha antes da decolagem que resultou no acidente.

Investigações
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), por meio do SERIPA III, e a Polícia Civil de Minas Gerais já iniciaram os trabalhos no local. As apurações devem considerar possíveis falhas mecânicas, condições da aeronave — que já tinha 47 anos de uso —, manutenção, fatores meteorológicos e decisões da tripulação.

Relatos e registros
Moradores relataram um estrondo seguido de fumaça e forte cheiro de combustível. Vídeos feitos por populares e pelo Globocop mostram o avião em baixa altitude, o impacto e os primeiros socorros. Uma testemunha disse ter pensado que “o mundo havia acabado” ao ver o avião atingir o prédio.

O acidente reacende o debate sobre a segurança das operações no Aeroporto da Pampulha, que recebe tanto voos comerciais quanto executivos. O estado de saúde dos sobreviventes e os resultados da perícia seguem em acompanhamento.


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