PF e forças estaduais unem forças e desarticulam redes nacionais de PCC e CV em ação histórica contra o crime organizado

TimeCras
Roberto Farias
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Brasília, 18 de março de 2026 – O Brasil testemunha hoje uma das maiores ofensivas já realizadas contra o crime organizado. Em uma ação inédita, coordenada em tempo real, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) deflagraram a Operação Força Integrada, mobilizando centenas de agentes em 15 estados brasileiros.

O objetivo é claro e firme: desmantelar as estruturas financeiras, logísticas e operacionais das principais facções criminosas do país – PCC e CV – que há décadas desafiam o Estado e aterrorizam comunidades.

Resultados expressivos

  • 112 mandados de prisão
  • 181 mandados de busca e apreensão
  • Bloqueios financeiros que já somam centenas de milhões de reais em contas, imóveis e veículos de luxo

A operação não se limita a prisões pontuais: ela atinge o coração das organizações criminosas, enfraquecendo sua capacidade de financiar armas, drogas e novos integrantes.

FICCOs: integração que fortalece o Estado

As FICCOs representam um modelo inovador de cooperação:

  • Polícia Federal (coordenação)
  • Polícias civis, militares e penais estaduais
  • Polícia Rodoviária Federal
  • Guardas municipais
  • Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen)

São 39 unidades ativas em todos os estados e no DF.
Em 2025, já haviam realizado 246 operações, com mais de 1.500 prisões.

O modelo integrado impede fugas e brechas, mostrando que quando o Estado atua unido, o crime perde espaço.

Ação simultânea em 15 estados

Cada frente da operação revela a capilaridade das facções e a força da resposta:

  • São Paulo (Campinas): Operação Dry Fall – célula ligada ao CV, 37 mandados de prisão e bloqueio de R$ 70 milhões.
  • Maranhão: Operação Ictio – sequestro de R$ 297 milhões em bens de luxo.
  • Paraná: Operação Blue Sky – grupo do PCC envolvido em disputas territoriais.
  • Pernambuco: Operação Roça – bloqueio de R$ 5 milhões em esquema de roubos e armas.
  • Amazonas: foco no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, rota estratégica de entorpecentes.
  • Sergipe: combate ao tráfico ilegal de armas.
  • Amapá: recuperação de equipamentos de informática furtados.
  • Outros estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Ceará e Alagoas também registraram ações.

Narcoterrorismo: o debate estratégico

Enquanto nos EUA cresce a pressão para classificar PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, o Brasil reafirma sua soberania e aposta no modelo jurídico de crime organizado.

A Operação Força Integrada mostra que, independentemente do rótulo, a resposta coordenada e inteligente é o caminho mais eficaz para proteger a sociedade.

Impacto e esperança

Ao atingir simultaneamente traficantes, gerentes financeiros e líderes regionais, a megaoperação:

  • Retira criminosos de circulação
  • Congela o fluxo de dinheiro ilícito
  • Reduz o poder das facções dentro e fora dos presídios

Especialistas destacam: ações repetidas nesse modelo podem ser um divisor de águas na luta contra o crime organizado no Brasil.

A Polícia Federal informou que atualizações sobre prisões, apreensões e valores bloqueados serão divulgadas ao longo do dia.


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