Irã nega qualquer conversa com Trump e Israel segue bombardeando

TimeCras
Roberto Farias
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Nesta segunda-feira (23), Trump publicou no Truth Social que ordenou ao Departamento de Defesa dos EUA adiar por cinco dias qualquer ataque contra usinas de energia e infraestrutura energética do Irã.

A justificativa oficial? “Conversas muito boas e produtivas” que os EUA tiveram com representantes iranianos no fim de semana. Trump disse que as discussões continuam essa semana e que a pausa só vale “sujeito ao sucesso” delas. Ele chegou a falar em “pontos importantes de acordo” e que, se tudo der certo, pode acabar com as hostilidades de vez.

Irã rebate na hora: “Trump está blefando e recuou”

Teerã não perdeu tempo. Autoridades iranianas, incluindo o Conselho de Defesa e a mídia estatal, negaram qualquer negociação direta ou indireta com Washington.
Para eles, o anúncio americano é puro “recuo” e propaganda. Disseram que Trump “arregou” depois das ameaças iranianas de fechar o Golfo Pérsico inteiro, implantar minas navais e atacar instalações energéticas que abastecem bases americanas na região.

Israel não para

Enquanto isso, Israel não deu pausa nenhuma. Fontes israelenses confirmam que os bombardeios contra Teerã e outros alvos iranianos continuaram nesta segunda, sem interrupção. Tel Aviv segue pressionando por ação mais dura e depende do apoio logístico americano.

Petróleo despenca, bolsas sobem

O impacto foi imediato nos mercados:

  • O Brent caiu mais de 11%, chegando perto de US$ 96 o barril.
  • Bolsas globais reagiram para cima, com Wall Street abrindo em alta.

A chefe de diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, chamou a pausa de “bem-vinda” e pediu desescalada urgente.
A Rússia, por sua vez, voltou a cobrar uma solução “política e diplomática”.

Diplomacia ou cálculo militar?

Trump insiste que é tudo sobre negociação e que “as coisas estão indo muito bem” (ele disse isso até em entrevista à AFP).
Mas o contexto real do conflito – já na quarta semana de intensidade – levanta outra possibilidade: o desgaste logístico.

A campanha de ataques conjuntos EUA-Israel consumiu bilhões em munições, interceptores antimísseis (Patriot, THAAD) e drones em velocidade recorde.
Israel continua operando sozinho em várias frentes, e os estoques americanos também foram usados pesadamente para defender aliados.

Analistas militares apontam que sustentar esse ritmo sem pausa fica cada vez mais difícil – e Trump sabe disso.

O que esperar nos próximos dias

  • Se as “conversas produtivas” forem reais (via intermediários como Omã ou Catar), pode rolar uma desescalada temporária e reabertura parcial do Ormuz.
  • Se o Irã mantiver a linha dura e negar tudo, Trump já sinalizou que não vai hesitar em retomar os ataques.
  • O mercado de energia continua nervoso: qualquer tweet de Trump ou declaração de Teerã pode fazer o petróleo oscilar 5-10% em minutos.

Conclusão

A situação segue extremamente volátil. Trump transformou um ultimato em janela de diálogo, mas Israel não parou e o Irã promete responder à altura se houver retomada.


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