O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy reforçou nesta sexta-feira (14 de fevereiro de 2026) uma meta agressiva para as Forças Armadas da Ucrânia: elevar as perdas russas a pelo menos 50 mil soldados por mês — mortos ou gravemente feridos — como forma de tornar a guerra insustentável para Moscou e forçar uma mudança na estratégia do Kremlin.
Durante a Conferência de Segurança de Munique (MSC) e em vídeos compartilhados por assessores militares, Zelenskyy declarou:
"Para nosso exército, a missão é clara: destruir mais ocupantes russos. E o objetivo é específico: pelo menos 50 mil por mês. Mesmo para a Rússia, isso seria sério e afetaria as decisões de Putin."
Números recentes apresentados por Zelenskyy
- Dezembro de 2025: cerca de 35 mil perdas russas.
- Janeiro de 2026: aproximadamente 30 mil perdas.
- Total em dois meses: 65 mil soldados russos fora de combate.
- Custo médio por quilômetro ocupado em Donetsk: 156 soldados russos.
Zelenskyy destacou que a Rússia mobiliza entre 40 mil e 43 mil recrutas mensalmente, mas nem todos chegam à linha de frente. Segundo ele, se a Ucrânia alcançar 50 mil baixas por mês, o contingente russo não cresce — e isso começa a pesar nas decisões de Putin.
Estratégia de atrito prolongado
A meta está alinhada com orientações do novo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, que definiu o mesmo alvo como prioridade estratégica para 2026.
Analistas interpretam essa postura como uma evolução da guerra de atrito:
- Ucrânia aposta em drones, artilharia precisa e defesa profunda para infligir danos sem avanços territoriais massivos.
- Rússia continua avançando lentamente, entre 15 e 70 metros por dia em algumas frentes, segundo relatórios ocidentais.
Zelenskyy também admitiu que 55 mil soldados ucranianos morreram desde o início da invasão em 2022 — número superior aos 46 mil divulgados em 2025. Já estimativas externas, como do Center for Strategic and International Studies, colocam as perdas russas acumuladas acima de 325 mil mortos, com totais combinados (mortos e feridos) ultrapassando 1,5 milhão em ambos os lados.
Contexto político e riscos
A retórica de Zelenskyy surge em meio a:
- Negociações de paz paralelas, como em Abu Dhabi.
- Endurecimento das sanções ocidentais.
- Discussões na MSC sobre apoio militar contínuo à Ucrânia.
Críticos apontam que a meta de 50 mil perdas mensais reflete confiança no aumento da capacidade ucraniana (produção de drones e munições), mas também o risco de prolongar um conflito de alto custo humano.
Em janeiro, as perdas russas já superaram o recrutamento mensal em cerca de 9 mil tropas, segundo fontes ocidentais. A Ucrânia busca transformar esse desequilíbrio em vantagem decisiva.
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