Washington, 9 de fevereiro de 2026 – Em uma das operações marítimas mais ousadas dos últimos anos, forças militares dos Estados Unidos apreenderam o petroleiro Aquila II no Oceano Índico, após perseguição que se estendeu por mais de 10 mil milhas náuticas desde o Caribe. O navio, de bandeira panamenha, transportava cerca de 700 mil barris de petróleo pesado venezuelano, com conexões a redes russas, segundo o Pentágono.
Contexto da operação
O Aquila II fazia parte da chamada “frota sombra”, rede de embarcações que utilizam bandeiras de conveniência, empresas de fachada e rotas clandestinas para driblar sanções internacionais. Essa frota tem sido o principal mecanismo de regimes como Rússia, Venezuela e Irã para manter exportações de petróleo em mercados como China e Índia.
A apreensão marca o oitavo caso desde o endurecimento do bloqueio marítimo imposto pelo presidente Donald Trump no final de 2025, após a captura de Nicolás Maduro. Operações anteriores já haviam interceptado navios como Marinera, Sophia e Olina, todos vinculados a esquemas de transporte ilícito de petróleo.
Declarações oficiais
Em postagem no X (antigo Twitter), o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou:
“O Aquila II operava em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Trump para navios sancionados no Caribe. Ele fugiu, e nós o seguimos. Você ficará sem combustível muito antes de nos despistar.”
Vídeos divulgados pelo Pentágono mostram militares desembarcando de helicóptero no convés do navio, que navegava com transponder desligado – prática comum em embarcações que tentam evitar rastreamento.
Impactos econômicos e políticos
A carga apreendida representa milhões em receitas perdidas para Caracas e Moscou, em um momento em que ambos os regimes dependem fortemente da exportação de petróleo para sustentar suas economias e alianças internacionais.
Especialistas como a TankerTrackers.com confirmaram que o Aquila II fazia parte de uma leva de pelo menos 16 petroleiros que deixaram a costa venezuelana após a intervenção americana em janeiro. A operação reforça a capacidade dos EUA de projetar poder naval em qualquer região do planeta, consolidando sua posição como principal ator na imposição de sanções globais.
Reações internacionais
O Kremlin e o governo venezuelano classificaram a ação como “pirataria” e “política anti-russa”, mas até o momento não houve escalada militar direta. Analistas avaliam que a estratégia americana busca não apenas cortar receitas ilícitas, mas também testar os limites da resposta russa e venezuelana, em um cenário de crescente tensão no Atlântico e no Indo-Pacífico.
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