Brasília, 3 de janeiro de 2026 – A operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, provocou uma onda de reações internacionais. Entre elas, destacou-se o comentário irônico do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, que sugeriu que o mesmo método poderia ser aplicado a outros líderes autoritários.
🔥 A operação em Caracas
Na madrugada de 3 de janeiro, explosões atingiram pontos estratégicos da capital venezuelana, incluindo o complexo militar de Fuerte Tiuna e o aeroporto de La Carlota. Poucas horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças americanas haviam realizado uma incursão para prender Maduro, acusado de narcoterrorismo desde 2020.
Segundo Trump, Maduro e sua esposa foram transferidos para um navio militar e deverão enfrentar julgamento em Nova York. O líder norte-americano também anunciou que os EUA “administrarão temporariamente” a Venezuela até uma transição política considerada segura, levantando debates sobre uma possível ocupação indireta.
🎙️ A reação de Zelenskyy
Em Kyiv, Zelenskyy comentou com sarcasmo:
“Se é assim que se pode lidar com ditadores, então os Estados Unidos sabem muito bem o que fazer a seguir.”
A frase foi interpretada como uma referência direta a Vladimir Putin, reforçando a frustração ucraniana diante da hesitação ocidental em confrontar de forma mais agressiva o Kremlin, mesmo após quase quatro anos de guerra na Ucrânia.
🌍 Reações internacionais
- Condenações: Rússia, China, Cuba, Irã, Brasil e México classificaram a operação como “agressão imperialista” e violação da soberania.
- Cautela europeia: A União Europeia reconheceu a ilegitimidade de Maduro, mas pediu respeito ao direito internacional.
- Apoio velado: Países como Argentina celebraram a queda de um “regime autoritário”.
⚖️ Implicações geopolíticas
A ação norte-americana reacende debates sobre os limites da intervenção internacional. Para críticos, abre um precedente perigoso de uso unilateral da força. Para apoiadores, representa um passo necessário contra regimes acusados de crimes graves.
Na Ucrânia, o comentário de Zelenskyy foi visto como uma estratégia diplomática: destacar a rapidez dos EUA em agir contra Maduro e contrastar com a postura mais cautelosa em relação a Putin, que já enfrenta um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional.
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