Ashgabat/Turcomenistão – 14 de janeiro de 2026 – Um cargueiro seco de bandeira iraniana, o Rona, sofreu um grave acidente e afundou no Mar Cáspio nesta quarta-feira, enquanto seguia em direção ao porto russo de Astrakhan.
Segundo autoridades locais, todos os 14 tripulantes – cidadãos iranianos e indianos – foram resgatados com sucesso pela Guarda Costeira do Turcomenistão, após o navio emitir um sinal de socorro (SOS). Não há relatos de feridos graves, e uma investigação formal já foi aberta.
O Navio e a Rota
- Construído em 1983, o Rona tinha cerca de 115 metros de comprimento e deslocamento de 2.453 toneladas.
- A embarcação operava regularmente entre os portos iranianos de Amirabad e Anzali, conectando-se aos terminais russos de Astrakhan, Makhachkala e Azov.
- Dados de rastreamento marítimo mostram que, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, o navio realizou pelo menos 20 viagens por esse corredor estratégico.
Suspeitas de Carga Militar
Investigações jornalísticas anteriores, publicadas pela CNN e pelo The Wall Street Journal, já haviam apontado que essa rota no Cáspio vinha sendo usada para transportar:
- Munições
- Componentes para drones Shahed
- Materiais militares diversos
Fontes ocidentais afirmam que tais suprimentos foram empregados pela Rússia no conflito contra a Ucrânia.
Até o momento, nem o Irã nem a Rússia confirmaram o conteúdo da carga desta viagem específica. Autoridades turcomenas falam em “falha mecânica” como causa provável, mas especulações em círculos ocidentais e ucranianos levantam hipóteses de sabotagem ou ataque direcionado, dado o contexto geopolítico.
Contexto Regional
O incidente ocorre em meio a relatos recentes de que o Irã teria fechado acordos bilionários para fornecer mísseis balísticos a Moscou, intensificando a cooperação militar entre Teerã e o Kremlin.
A investigação segue sob coordenação da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS), e novas informações sobre o impacto na rota comercial do Cáspio devem ser divulgadas nos próximos dias.
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