Em meio às recentes declarações vindas de Washington sobre uma possível anexação da Groenlândia, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, fez questão de reafirmar a soberania do território e a posição firme de Copenhague.
A declaração
Frederiksen destacou que os Estados Unidos não possuem qualquer base legal ou política para anexar a Groenlândia, lembrando que a ilha é parte integrante do Reino da Dinamarca. Ela reforçou que, como membro da OTAN, a Dinamarca está protegida pela garantia coletiva de segurança da Aliança, o que torna qualquer tentativa de anexação uma violação direta dos compromissos internacionais.
Defesa e cooperação
A líder dinamarquesa também ressaltou que já existe um acordo de defesa vigente com os Estados Unidos, que concede amplo acesso militar ao território, incluindo a estratégica base aérea de Thule. Além disso, afirmou que a Dinamarca está investindo significativamente na segurança do Ártico, ampliando sua presença e capacidade de defesa na região.
Implicações geopolíticas
A fala de Frederiksen é vista como um recado direto ao governo norte-americano e um sinal de que a Dinamarca não aceitará qualquer tentativa de compra ou anexação da Groenlândia. O episódio reforça a importância estratégica do Ártico, onde Rússia, China e Estados Unidos disputam influência, mas também evidencia os limites impostos pelo direito internacional e pela coesão da OTAN.
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