Em uma declaração que reacende debates sobre os limites do poder executivo nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que não considera necessária a autorização do Congresso para realizar operações terrestres contra cartéis de drogas na Venezuela. A fala ocorreu durante uma entrevista nesta quinta‑feira, 18 de dezembro de 2025, e rapidamente repercutiu entre analistas políticos e especialistas em direito internacional.
Questionado por um repórter sobre a possibilidade de buscar aprovação legislativa para uma eventual incursão militar, Trump respondeu que “não precisa”, alegando que precedentes jurídicos já sustentariam essa autonomia presidencial. Apesar disso, afirmou que “não se importaria” em consultar o Congresso — desde que informações estratégicas não fossem vazadas. Segundo ele, “políticos vazam como uma peneira”, o que colocaria em risco a eficácia de qualquer operação.
O presidente também admitiu que ainda não definiu como tais ações seriam conduzidas, sugerindo que as discussões internas continuam em estágio preliminar. As declarações surgem em meio a uma escalada de tensões na região e após meses de operações norte‑americanas contra embarcações suspeitas de tráfico no Caribe e no Pacífico.
Especialistas alertam que uma intervenção terrestre sem aval do Congresso poderia gerar questionamentos constitucionais, além de provocar repercussões diplomáticas significativas na América Latina. Já opositores políticos acusam Trump de tentar expandir unilateralmente seus poderes militares.
Enquanto isso, governos da região acompanham com cautela o desenrolar das declarações, temendo que a retórica possa evoluir para ações concretas.
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