No dia 30 de dezembro de 2025, a região metropolitana de Moscou enfrentou um apagão de grandes proporções, atingindo cidades como Ramenskoye, Zhukovsky e Lytkarino. Embora a capital central não tenha sido afetada diretamente, milhares de moradores ficaram sem energia elétrica em pleno inverno russo.
📊 Estimativas divergentes
- Fontes ucranianas e canais russos independentes no Telegram: apontam que mais de 500 mil pessoas foram afetadas, ou cerca de 600 mil assinantes de energia.
- Fontes oficiais russas e veículos mais neutros: indicam números menores, em torno de 100 mil pessoas sem eletricidade.
Essa discrepância reflete não apenas a dificuldade em mensurar o impacto imediato, mas também a disputa narrativa em meio ao conflito.
🔥 Causa oficial vs. relatos locais
- Versão oficial russa: o apagão teria sido provocado por um “incêndio em cabo” ou uma “violação tecnológica” em uma subestação.
- Relatos de moradores: muitos afirmam ter ouvido o som de drones pouco antes da queda de energia, coincidindo com informações sobre ataques ucranianos na região.
🌍 Contexto estratégico
O incidente ocorre em meio a uma escalada de ataques contra infraestrutura crítica.
- Para a Rússia: o apagão expõe vulnerabilidades em sua rede elétrica e gera pressão interna.
- Para a Ucrânia: ataques a subestações e usinas são vistos como forma de enfraquecer a logística russa.
- Para a população: o impacto imediato é a falta de aquecimento e eletricidade em pleno inverno, aumentando o sofrimento civil.
📌 Implicações
- O apagão reforça a guerra de narrativas: enquanto Moscou tenta minimizar o impacto, Kiev e fontes independentes destacam a dimensão do colapso.
- A coincidência entre o incidente e relatos de drones sugere que a guerra tecnológica e de infraestrutura está se intensificando.
- A região de Moscou, mesmo fora da linha de frente, mostra-se vulnerável a ataques que atingem diretamente a vida cotidiana dos cidadãos.
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