Ucrânia deve resistir à retórica ambígua de Trump sobre a guerra

TimeCras
Roberto Farias
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Durante a cúpula realizada na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender uma solução rápida para o conflito entre Rússia e Ucrânia — mas suas propostas têm gerado preocupação entre aliados europeus e autoridades ucranianas. Ao minimizar a necessidade de um cessar-fogo e sugerir concessões territoriais, Trump tem adotado uma postura que muitos consideram perigosa para a soberania de Kiev.

Zelensky, embora tenha participado da reunião com Trump e líderes europeus, deixou claro que seu objetivo é uma paz duradoura e confiável, não um acordo apressado que beneficie o Kremlin. “Precisamos deter as mortes”, afirmou o presidente ucraniano, reforçando que qualquer negociação deve preservar a integridade territorial da Ucrânia.

Trump, por sua vez, chegou a interromper a reunião com os líderes europeus para telefonar diretamente a Vladimir Putin, o que gerou desconforto diplomático. A proposta de uma reunião trilateral entre Trump, Zelensky e Putin está sendo considerada, mas líderes como Emmanuel Macron e Alexander Stubb alertaram que não se pode confiar plenamente nas intenções do presidente russo.

A Ucrânia, portanto, precisa manter firmeza diante das “conversas moles” — discursos que prometem paz, mas podem esconder riscos estratégicos. A pressão por uma solução diplomática não pode ignorar os interesses legítimos de um país que luta pela sua sobrevivência.

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