Em uma declaração que reacendeu o debate internacional sobre a guerra na Ucrânia, Donald Trump afirmou que está confiante de que poderá organizar uma reunião direta entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin. No entanto, o líder norte-americano deixou claro que não pretende participar pessoalmente do encontro.
Trump sugeriu que Zelensky deveria demonstrar maior flexibilidade nas negociações, insinuando que o conflito poderia ser encerrado rapidamente se houvesse disposição por parte de Kiev. A afirmação gerou reações imediatas, especialmente por simplificar um impasse que envolve questões territoriais, soberania e segurança internacional.
Zelensky respondeu com firmeza, reiterando que “a Rússia deve acabar com esta guerra, que ela mesma começou”. Ainda assim, o presidente ucraniano sinalizou uma possível abertura para negociações, sugerindo que elas poderiam partir da atual linha de frente — uma mudança relevante em relação à sua postura anterior, que rejeitava qualquer concessão territorial.
Nos bastidores diplomáticos, especula-se que um eventual acordo poderia incluir garantias de segurança para a Ucrânia, inspiradas no Artigo 5 da OTAN, além da cessão da região de Donbass à Rússia. Putin, por sua vez, exige a retirada das forças ucranianas do território disputado e promete não retomar ofensivas — promessa que levanta dúvidas, dado o histórico de ações militares do Kremlin.
A possibilidade de um encontro direto entre Zelensky e Putin, ainda que envolta em incertezas, reacende expectativas de uma solução diplomática para um conflito que já ultrapassa dois anos e continua a impactar profundamente a Europa e o mundo.
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