A movimentação militar dos Estados Unidos no Caribe em agosto de 2025 acendeu alertas em toda a América Latina. Sob o comando direto do presidente Donald Trump, o Pentágono lançou uma operação de escala inédita na região, oficialmente voltada ao combate de cartéis latino-americanos. Mas documentos obtidos por fontes diplomáticas e análises de especialistas indicam que os objetivos vão muito além da guerra às drogas.
🚢 Uma força de guerra em águas tropicais
A operação envolve mais de 4.000 militares, distribuídos em uma frota que inclui:
- O USS Iwo Jima, navio de assalto anfíbio com capacidade para lançar jatos AV-8B Harrier
- Três destróieres da classe Aegis com mísseis guiados e sistemas de defesa antiaérea
- Submarinos nucleares de ataque, cuja presença não foi oficialmente confirmada, mas é considerada estratégica
- Aeronaves P-8 Poseidon, especializadas em patrulha marítima e vigilância de longo alcance
Fontes ligadas ao Comando Sul dos EUA revelaram que a operação tem como base principal a ilha de Curaçao, com apoio logístico em Porto Rico e na costa da Colômbia.
🎯 O alvo: cartéis ou governos?
A justificativa oficial é o combate ao narcotráfico. O Departamento de Estado classificou recentemente o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles como organizações terroristas internacionais, vinculando suas atividades ao governo de Nicolás Maduro. Em resposta, Washington ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura do líder venezuelano.
Mas analistas apontam que a movimentação militar tem um claro componente geopolítico. “É uma demonstração de força contra a crescente influência da China e da Rússia na América Latina”, afirma o professor de Relações Internacionais da Universidade de Georgetown, Michael Torres. Segundo ele, a operação também serve como pressão indireta sobre o Brasil, que mantém uma postura neutra diante da crise venezuelana.
🛡️ A resposta de Maduro
Em Caracas, o governo reagiu com veemência. Nicolás Maduro convocou 4,5 milhões de milicianos e ordenou exercícios militares nas fronteiras. Em pronunciamento transmitido em rede nacional, acusou os EUA de “preparar uma invasão disfarçada sob o pretexto do combate ao narcotráfico”.
Fontes internas do governo venezuelano indicam que há reforço nas bases militares de Maracay e Puerto Cabello, além de movimentações de tropas na fronteira com o Brasil e a Colômbia.
🌐 O impacto regional
No Brasil, o Ministério da Defesa monitora a situação com preocupação. Embora o governo Lula não tenha se pronunciado oficialmente, diplomatas brasileiros em Washington foram instruídos a buscar garantias de que a operação não ultrapassará os limites do direito internacional.
A Colômbia, por sua vez, autorizou o uso de seu espaço aéreo para aeronaves americanas, o que gerou protestos internos e tensões com setores da esquerda.
Há uma história de cooperação militar com os EUA, incluindo o uso de bases aéreas colombianas (como Palanquero, Apiay e Malambo) para operações conjuntas, especialmente contra o narcotráfico, sob acordos firmados desde 2009. Isso sugere que, em certos casos, o espaço aéreo colombiano pode ser utilizado por forças americanas com autorização específica, mas não há indicação de uma permissão geral para as operações de 2025 no Caribe.
📉 Conclusão: uma nova era de intervenção?
A ofensiva americana no Caribe marca um ponto de inflexão na política externa dos EUA. Mais do que uma operação contra o crime organizado, ela representa uma tentativa de reafirmar a hegemonia americana no hemisfério ocidental. Em tempos de multipolaridade, a doutrina Monroe parece ter sido reativada com força total.
A pergunta que permanece é: até onde os EUA estão dispostos a ir?
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