Brasília, 27 de agosto de 2025 — O Ministério da Defesa voltou a negar, nesta quarta-feira, a existência de qualquer operação para proteger ou resgatar o presidente venezuelano Nicolás Maduro diante da pressão militar dos Estados Unidos no Caribe. A nova manifestação ocorre após a repercussão da reportagem do site especializado DefesaNet, que revelou detalhes de um suposto plano secreto batizado de “Operação Imeri”.
Segundo a publicação, o plano teria sido discutido entre autoridades brasileiras e venezuelanas e envolveria apoio logístico da Marinha e da Aeronáutica para retirar Maduro do país em caso de agravamento da crise. Fontes ouvidas pelo portal afirmam que o vazamento partiu de militares das Forças Especiais contrários a qualquer aproximação estratégica com o líder chavista.
O Itamaraty também negou que o tema tenha sido pauta de reuniões diplomáticas, apesar de registros indicarem que o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, se encontraram no último dia 21 de agosto, em Bogotá, durante a cúpula da OTCA/CELAC. Oficialmente, a reunião tratou de comércio bilateral, tarifas norte-americanas e segurança regional.
A revelação surge em um momento de forte tensão geopolítica. O governo norte-americano, sob Donald Trump, deslocou três destróieres de mísseis guiados e um contingente de cerca de 4 mil militares para o sul do Caribe, elevando a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões. Washington acusa o presidente venezuelano de liderar o Cartel de los Soles e manter ligações com o cartel de Sinaloa e o grupo paramilitar Tren de Aragua.
Especialistas alertam que, mesmo que a “Operação Imeri” nunca tenha saído do papel, o simples vazamento de sua suposta existência já provoca desgaste diplomático e pode afetar a relação do Brasil com os EUA e países vizinhos.
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